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Sem vergonha alguma, Moro diz: "Não tivemos nenhum escândalo de corrupção no governo"

Em meio as investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, cotado para assumir o comando do Aliança pelo Brasil, Moro comentou: "Não tivemos nenhum escândalo de corrupção no governo".

sexta-feira 20 de dezembro de 2019| Edição do dia

Imagem: Reuters

Sérgio Moro declarou uma frase curta a interlocutores para comemorar o primeiro ano de governo: "Não tivemos nenhum escândalo de corrupção".

Essa declaração cômica de Moro coincide com a operação do Ministério Público em endereços de Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) e Fabrício Queiroz. O senador estava cotado para ser presidente do novo partido de Jair Bolsonaro, o Aliança Pelo Brasil.

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apontou indícios de que o senador Flávio Bolsonaro e sua esposa teriam pagado R$ 638,4 mil de forma ilegal numa compra de dois imóveis em Copacabana. O dinheiro viria da "rachadinha" no seu gabinete.

Flavio não teria disponibilidade financeira na época para o volume de depósitos em dinheiro vivo na loja de chocolates. O dinheiro depositado por Queiroz em espécie coincidia com datas em que os recursos entravam no negócio.

O volume da lavagem de dinheiro chegava 1,6 milhão de reais. Há a suspeita de que 74 funcionários de Flávio estariam envolvidos e até que o ex-PM Adriano da Nóbrega, suspeito de assassinar Marielle Franco, recebia dinheiro no esquema.

Isso sem falar de que Moro foi também acusado de abuso de poder na VazaJato, ainda quando era juiz. Houverem aqueles que acreditaram que a Lava Jato era uma operação legítima e idônea, e a esses, frente ao escalonamento dos escândalos de conluio e colaborações ilegais entre Procuradoria, Ministério Público e juízes ficou mais cristalino do que nunca que se tratou de uma operação que ultrapassou qualquer limite constitucional. Não se tratava de acabar com a corrupção mas substituir um tipo de corrupção por outra, mais privatista e imperialista.

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