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OCUPAÇÃO MTST

Sem-teto fazem Alckmin prometer casas para as 7000 famílias, após uma grande marcha

Após reunião entre secretários estaduais da Casa Civil e Habitação com líderes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), governo de São Paulo informou na noite de ontem (31) que vai avaliar a situação de falta de moradia das 7000 mil famílias que ocuparam o terreno na região de São Bernardo do Campo.

quarta-feira 1º de novembro| Edição do dia

Uma grande marcha dos integrantes do movimento foi feita ontem, percorrendo cerca de 23 Km, até o Palácio dos Bandeirantes, onde cobraram medidas do governador Alckimin (PSDB), quanto a desapropriação do terreno ocupado em SBC. Os manifestantes pediram a construção de moradias no local, que pertence a especuladores capitalistas, que n
não fazem uso algum do terreno, sequer pagam os impostos.

Na reunião com os líderes do movimento e com o secretário de Habitação, Rodrigo Garcia, o grupo pediu o cadastramento social das famílias e um estudo sobre áreas para construção de moradias populares na região, e também a desapropriação do terreno ocupado.

O governo afirmou em nota que os pedidos serão avaliados e haverá uma nova reunião marcada para o dia 10 de novembro. Para Boulos, líder do MSTS, a luta segue pela desapropriação da área ocupada, pois a mesma está abandonada há 40 anos, e o governo tem sim, meios para fazer a desapropriação do terreno em São Bernardo do Campo, visto que segundo o movimento o terreno tem uma dívida de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) de quase R$500 mil.

Nós do Esquerda Diário acreditamos que essa luta pode avançar para o enfrentamento direto com a especulação imobiliária e os grandes capitalistas e latifundiários, exigindo o fim imediato do pagamento da dívida pública, para que todos dinheiro seja destinado aos serviços públicos e a um plano de obras públicas, controlado pelos próprios trabalhadores, para que assim haja uma verdadeira resolução do grave problema de moradia. Chega de tantas mansões nas mãos de poucos políticos tão ricos, como é o caso de João Doria, prefeito de São Paulo, e tantos empresários e banqueiros enquanto a gigantesca maioria da população não tem acesso ao direito à moradia garantido.

Nos solidarizamos com essa luta dos trabalhadores do MTST.




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