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DESABAMENTO OCUPAÇÃO SP

Sem-tetos de prédio desabado acabam nas ruas de SP por responsabilidade da prefeitura

Após o desabamento do prédio de 22 andares ocupado por sem-tetos e imigrantes no Largo do Paissandu, um acontecimento chocante que fez vítimas fatais e desaparecidos, os sobreviventes seguem sem abrigo dormem nas ruas da capital paulista.

quarta-feira 2 de maio| Edição do dia

(Foto do Largo do Paissandu na manhã dessa quarta-feira, 02)

Não bastaram os tristes e revoltantes acontecimentos do dia de ontem, que escancararam a tragédia da situação urbana pautada pela especulação de imóveis, especialmente na capital de SP, uma correspondente do Esquerda Diário flagrou ex-ocupantes do edifício deixados nas calçadas em torno do local, sem ter para onde ir.

Uma cena profundamente tocante, visto o desespero dessas famílias, que exigem que os responsáveis sejam apontados. Junto ao governo Alckmin/Márcio França, a prefeitura Doria/Bruno Covas são os verdadeiros criminosos. Donos de mansões de luxo, favorecem os especuladores imobiliários que lucram com prédios desocupados em todas as principais regionais da cidade, incluindo o centro de SP. As pessoas sem condições dignas de moradia não tem para onde ir, e são obrigadas a ocupar edifícios públicos em péssimas condições de manutenção.

Por passividade ou completa negligência esses governos são responsáveis pelas vítimas e pelos desabrigados, assim como o são por todos os ocupantes de prédios pela cidade. Além disso, a "Cidade Linda" de Doria significou tratar a situação dos moradores de rua com polícia quebrando barracos, roubando pertences e usando jato-d’água nas noites de inverno. É imperativo que a prefeitura garanta moradia e condições de vida a essa população nesse momento crítico.

As declarações do ex-prefeito e candidato a governador do PSDB João Doria ("o prédio estava ocupado por criminosos") e de Eduardo Bolsonaro, que acusou o MTST da tragédia, são mostras de que para estes políticos golpistas da direita a vida dos trabalhadores e da população pobre não vale nada. Estão a serviço da agressiva exploração dos capitalistas, empreiteiros e empresários especuladores de imóveis.

Os imóveis ociosos devem ser expropriados em favor dessas famílias, combinados com um plano de obras públicas que crie empregos, garanta as condições necessárias de moradia nas ocupações e atinja o lucro dos capitalistas especuladores. Mas também é necessário que esse plano sirva para a construção de moradias populares para que essas famílias tenham moradia digna e integrada à cidade.




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