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CORONAVÍRUS

Sem testes e EPIs adequados, 137 profissionais da saúde são afastados no Ceará

O descaso com a vida dos trabalhadores da saúde é gritante. Vemos os profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus sem acesso a mínima proteção e segurança de sua saúde, arriscando suas vidas na tentativa de salvar a população.

quarta-feira 15 de abril| Edição do dia

O descaso com a vida dos trabalhadores da saúde é gritante. Vemos os profissionais que estão na linha de frente do combate ao coronavírus sem acesso a mínima proteção e segurança de sua saúde, arriscando suas vidas na tentativa de salvar a população. Como consequência desse descaso, a Secretaria da Saúde do Ceará já contabiliza 137 profissionais da saúde afastados por contaminação ou suspeita de COVID, com mais 109 casos em investigação, 28 confirmados e 4 óbitos registrados, sendo eles dois médicos, uma enfermeira e um maqueiro. Como será possível enfrentar uma pandemia se aquelas e aqueles que combatem diretamente a doença estão adoecendo?

É criminosa a política do governo Bolsonaro e de todos governadores estaduais diante desse cenário, já que nenhuma das medidas levadas a frente conseguem responder à altura do problema. Enquanto Bolsonaro afirma que o coronavírus está indo embora, os números de profissionais da saúde contaminados aumenta. Agora, quando analisamos a política da quarentena é preciso que vejamos o quão insuficiente ela se torna se não há testes para os trabalhadores que precisam seguir saindo às ruas todos os dias. E pior, quando não há testes ou EPIs adequados nem mesmo para os profissionais da saúde.

Além disso, das pessoas da Pasta que hoje estão em quarentena no Ceará, 60% delas são médicos e profissionais da enfermagem. Essa porcentagem assustadora, nos mostra que o cenário caótico de abandono aos profissionais da saúde aprofunda ainda mais o desmonte do serviço público de saúde. Vemos hoje um sistema de saúde destruído incapaz de atender as necessidades da população e que, adicionado a isso, em pouco tempo não terá profissionais suficientes para a alta demanda que o coronavírus está impondo.

É preciso que exijamos urgentemente uma contratação em massa de profissionais da saúde que estão desempregados e estudantes das universidades que podem auxiliar nesse combate. E para garantir a saúde desses trabalhadores, que sejam disponibilizados equipamentos de segurança adequados a todos aqueles que trabalham dentro dos hospitais, junto de testes para evitar a contaminação em massa desses trabalhadores, que já está em curso. Apenas a partir dessas medidas emergenciais será possível começar a travar uma batalha real contra a pandemia, garantindo a saúde daqueles que estão na linha de frente.




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