SAÚDE EM CRISE

Sem remédios, pessoas que convivem com HIV tem tratamento comprometido por cortes de Crivella

Pacientes denunciaram o escandaloso fato de os postos de atendimento de saúde do Rio de Janeiro apresentaram falta de medicamento retroviral utilizado para o tratamento de pacientes com HIV. Uma situação inaceitável, que fere o direito adquirido do acesso ao tratamento destas pessoas e que coloca em risco a saúde de centenas de usuários. A falta de medicamentos ocorre após a mudança de gestão de 75 unidades que eram administradas pela organização Viva Rio, de completa responsabilidade de Crivella que se apoia em Bolsonaro e Damares contra as pessoas que convivem com HIV.

terça-feira 25 de fevereiro| Edição do dia

As denúncias de pacientes foram feitas ao Grupo Pela VIDDA, entidade que dá apoio a pessoas com HIV no Rio de Janeiro, onde a maioria de casos onde ocorre a falta de medicamentos são na zona sul carioca, nos bairros do Catete, Copacabana e Gávea.

Segundo Márcio Vilardi, coordenador do Grupo Pela VIDDA, “o medicamento é o que não deixa as pessoas com HIV ficarem doentes. A preocupação aumenta porque nesta sexta (21), as unidades fecham ao meio-dia. Na quinta (20), algumas pessoas disseram que não conseguiram retirar o medicamento ainda. Existe o risco de essas pessoas ficarem sem o medicamento durante o Carnaval”.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro emitiu nota justificando a falta de medicamentos alegando problemas na transição de sistemas ao assumir 75 unidades que estavam sendo administradas pela organização Viva Rio. Vale lembrar que o fim da administração da OSS Viva Rio foi consequência da politica de cortes do governo de Crivella que ocasionou atrasos nos salários de milhares de trabalhadores no fim do ano passado e começo deste ano, além da demissão de outros milhares de trabalhadores terceirizados.

Além disso, a falta de medicamentos ocorre apenas duas semanas depois de uma declaração reacionária de Bolsonaro, aliado de Crivella, que afirmou que pessoas com HIV são uma despesa para o Brasil em um claro discurso de ódio e discriminação contra os portadores de HIV.

Crivella junto a Bolsonaro, tem levado a frente uma política reacionária apoiado nos setores religiosos evangélicos mais conservadores, incentivando a repressão da sexualidade como a campanha de abstinência promovida pela ministra Damares Alves, a LGBTfobia e ataques a identidade de gênero, machismo e outras formas de opressão apoiadas no patriarcado para seguir dividindo e atacando os direitos dos trabalhadores, demitindo milhares de trabalhadores, precarizando os serviços públicos preparando privatizações com o objetivo de nos fazer pagar pela crise capitalista.

Basta de precarização na saúde! A vida das pessoas com HIV não é uma despesa! O tratamento é um direito fundamental. Basta de discriminação e de preconceito!




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