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Sem remédios e médicos: CRF-SP quer barrar graduações de Farmácia após Temer cortar cursos de medicina

O Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) afirmou que pedirá à Temer a interrupção da criação de novas graduações em Farmácia no Estado. Mesmo em meio ao caos da saúde, tanto Temer como o governo paulista do PSDB apontam para aumentar o sofrimento da população sem formar médicos e farmacêuticos. Para eles, que gozam dos melhores planos de saúde, o que interessa é obrigar a população trabalhar até morrer sem nenhum direito.

quarta-feira 22 de novembro| Edição do dia

Após o Ministério da Educação (MEC) anunciar que vai suspender por cinco anos a abertura de cursos de Medicina no País, o Conselho Regional de Farmácia de São Paulo (CRF-SP) afirmou que pedirá à Temer a interrupção da criação de novas graduações em Farmácia no Estado. Mesmo em meio ao caos da saúde, tanto Temer como o governo paulista do PSDB apontam aumentarem o sofrimento da população sem formar médicos e farmacêuticos. Para eles, que gozam dos melhores planos de saúde, o que interessa é obrigara a população trabalhar até morrer sem direito a aposentadoria, condições de trabalho e claro, nesse cenário porque haveriam de se preocupar com a saúde.

A entidade informou nesta quarta-feira, 22, que enviará na próxima semana um ofício ao MEC solicitando a implementação de uma medida semelhante à que foi sugerida pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, ao presidente Michel Temer.

A estratégia relativa aos cursos de Medicina foi adotada após o suposto aumento das vagas em graduações da área nos últimos anos, sobretudo depois da Lei do Mais Médicos. A medida deverá ser formalizada em dezembro, com a publicação de um decreto. O aumento suposto se contrapõe com a falta de médicos nos postos do SUS, e com a má formação dos médicos e as más condições dos hospitais, aonde chegamos ao dado absurdo que morrem 3 brasileiros a cada 5 minutos por conta de falhas hospitalares.

Em nota, o CRF-SP argumenta que no Brasil são abertos anualmente mais de 130 mil vagas de graduação em Farmácia, "quantidade já considerada exagerada" pelos especialistas que pensam apenas no mercado, e não na necessidade efetiva da população. Que inclusive, muitas vezes na falta de médicos, busca farmacêuticos para auxiliarem em doenças simples.

A “quantidade exagerada” também não esta deslocada dos ataques que o governo vem impondo a população, como a reforma trabalhista e previdenciária, onde fica claro que pouco importa a vida dos trabalhadores e seus filhos, mas sim que eles trabalhem até morrer, até 12 horas por dia, sem nenhum direito. O governo junto a patronal mostra toda a crueldade de uma classe que só pensa nos seus privilégios e lucros, e tira da população o direito a vida e a saúde.

"Além disso muitos cursos funcionam de forma precária e não têm a qualidade necessária para a formação de um profissional de saúde. Se não bastasse a grave situação em que se encontra a formação presencial, o MEC autorizou este ano a abertura de 528 mil vagas de cursos na área de saúde em formato exclusivamente à distância, dessas vagas, 36.269 são para a área de Farmácia", justifica a entidade, hipocritamente não se fala em nenhum plano para investir em melhor qualidade. Pelo contrario, a solução se torna cortar o curso.

E não para por ai, o CRF-SP pretende ainda pedir ao MEC a suspensão de outros cursos na área de Saúde. Entre as áreas de atuação do Conselho estão acupuntura, homeopatia, resíduos e gestão ambiental, pesquisa clínica, saúde pública, entre outros.




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