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Sem pagar 25 bilhões aos cofres públicos, Itaú defende aumento de impostos à população

segunda-feira 24 de julho| Edição do dia

Em abril, o Carf decidiu que o banco não precisaria pagar um centavo dos impostos (R$ 25 bilhões) referentes ao processo de fusão com o Unibanco. Em entrevista ao Estadão, o magnata presidente do banco viu como “inevitável” o aumento de impostos a população.

O Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) decidiu no dia 10 de abril, por 5 votos a 3, que o Itaú não precisa pagar impostos no processo de fusão com o Unibanco. Isso significa uma derrota de R$ 25 bilhões para a Receita Federal.

O Ministério da Fazenda queria cobrar Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido por ganhos de capital no processo de fusão. A cobrança de tributos sobre a fusão do Itaú e do Unibanco era o processo de maior valor que tramitava no Carf.

Além da cara de pau deste multibilionário banqueiro em achar “tranquilo” um aumento de postos que encarece a alimentação e o transporte de milhões de trabalhadores, enquanto ele não precisou pagar um centavo de impostos aos cofres públicos, Alfredo Setubal, presidente da holding Itaúsa defendeu a permanência de Temer para que ele aprove a Reforma da Previdência.

Porém, o presidente de um dos maiores conglomerados do país disse ainda que os investimentos deverão ficar parados até 2018, de modo que as eleições presidenciais devem estabilizar o cenário político. O que falta ao banqueiro é um nome de “extremo centro” que possa dar continuidade a agenda de ataques aos direitos dos trabalhadores e garantir os lucros dos grandes empresários e banqueiros, como ele.




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