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Sem pagamento do 13º, Unesp entra em greve

Diversos campi da Unesp entraram em greve nesta segunda-feira, dia 14 de janeiro, pelo pagamento do 13º salário. É o segundo ano consecutivo que a Unesp atrasa o pagamento.

quarta-feira 16 de janeiro| Edição do dia

Desde ao ano passado cerca de 12.700 trabalhadores da Unesp estão sem o pagamento do 13º. É o segundo ano que se repete esse absurdo ataque aos trabalhadores escancarando a crise de financiamento das universidades públicas e os ataques do governo do PSDB.

Em comunicado em 9 de janeiro, a reitoria da Unesp informou que seu pedido de suplementação de verbas, que estava na mão de João Dória do PSDB, não foi atendido. O PSDB que está há mais de 20 anos no poder sucateia educação deixando milhares de trabalhadores sem o 13º salário.

Durante o período de governo do PSDB o repasse reservado às universidades permaneceu o mesmo 9,57% do ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) arrecadado enquanto cresceu o número de campi e vagas. E com a queda na arrecadação do tributo nos últimos anos, por causa da crise econômica, a resposta do governo foi o congelamento de salários, não pagamento do 13º dos trabalhadores, PIDVs (programa de incentivo à demissão voluntária) como na USP, terceirização e precarização dos serviços, além do impacto direto nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos diversos cursos.

Os campi de Botucatu e Araraquara já aderiram a greve. Assembleias estão sendo realizadas nessa semana. No dia 22 de janeiro haverá reunião do Conselho Universitário da Unesp para rediscutir o orçamento de 2019. O Fórum das 6 chama a construir um ato pelo pagamento do 13º da Unesp em frente ao CO a partir das 8h30.

A situação da Unesp não ocorre por acaso, trata-se de um projeto consciente do governo do PSDB e de Dória, alinhado à política de Bolsonaro, de sucateamento da educação pública nas universidades para avançar na privatização das universidades.

É preciso lutar por mais verbas para as universidades e para a educação, aumento do repasse do ICMS, contra os ataques privatistas de Dória. Lutamos para que trabalhadores, estudantes e professores possam decidir o futuro e coloquem a universidade a serviço dos trabalhadores e do povo pobre, lutando pelo fim do vestibular e pela estatização de todo o sistema de ensino.




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