Economia

Sem medidas de contenção do coronavírus, Witzel vai aumentar passagem do metrô do Rio

O Diário Oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciou, nesta sexta-feira, dia 13, o aumento das tarifas do metrô, que irão de 4,60 a 5 reais no mês de abril. Foto: O Globo.

terça-feira 17 de março| Edição do dia

Em meio a crise sanitária da coronavírus, a qual vem agravando a profunda crise econômica e aumentando as tendências recessivas que já estavam em curso a nível internacional, o Governo do Rio de Janeiro decide lucrar nas passagens de metrô, atacando a população carioca sob risco de contaminação.

O aumento acontecerá no dia 2 de abril e terá vigência até o dia 1 de abril de 2021, quando provavelmente será discutido mais um aumento. A decisão foi tomada pela Agência Reguladora de Transportes no dia 28 de fevereiro.

Além do aumento para 5 reais, desde fevereiro desse ano, o Metrô carioca passou a aceitar pagamento via cartão de crédito, o que faz com que as pessoas não só gastem o pouco dinheiro que tem no transporte, mas também se endividem e gastem aquilo que não têm para ir e voltar do trabalho. A decisão de permitir o pagamento por cartões de débito e crédito é fruto de uma parceria da Cielo com o MetrôRio, que estão lucrando com o endividamento da população.

Uma informação muito conhecida a respeito do COVID-19 é sua maior propagação em ambientes fechados e de muita aglomeração, exatamente como ocorre nos trens e estações de metrô diariamente, principalmente nos horários de pico.

A recomendação é que as pessoas fiquem em casa, sendo que, via de regra, as empresas não estão liberando os trabalhadores, ou estão descontando salário e até mesmo demitindo aqueles que sejam liberados, o que obriga que a maioria esmagadora da população simplesmente não possa ficar em casa e tenha que utilizar transportes nos quais o risco de contaminação aumenta, literalmente correndo risco de saúde para poder trabalhar e te ter o que comer.

Supostamente como medida de combate a pandemia, o Governo Witzel decretou a redução de 50% nos metrôs, e em seguida aumenta o preço da tarifa, sem nenhuma melhora nas condições de uso ou trabalho nas estações do metrô.

Ao invés de oferecer condições seguras de trabalho e de afastamento, o governo carioca permite que os trabalhadores adoeçam ou morram, permitindo que a burguesia carioca se beneficie em cima dessas mortes. Para combater de fato o vírus, é necessária a contratação de profissionais de saúde para toda a demanda, a expansão de leitos de hospitais e a redução das exaustivas jornadas de trabalho na área. Exigimos, também, a garantia da liberação e licença de todo tipo de trabalho, de maneira remunerada, sem nenhum efeito de demissão ou corte salarial




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