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Sem carteiras em escola, estudantes assistem aulas em pé e professores param em luta

As aulas da Escola Estadual Antônio Castro, localizada no bairro Zerão, Zona Sul de Macapá, foram suspensas na manhã desta terça-feira (6) com a paralisação dos professores que denunciavam a falta de carteiras

quarta-feira 7 de março| Edição do dia

Foto: Jorge Abreu/G1

Eles relatam que os estudantes chegam a assistir as aulas em pé e escrever com os cadernos no colo.

Pressionados pela paralisação dos professore nesta terça-feira a Secretaria de Estado da Educação (Seed) enviou, durante a manhã, 87 novas carteiras para a instituição. Outras 21 serão entregues no período da tarde, num total de 105.

Em entrevista ao G1 a professora Vânia Pereira disse que essa quantidade ainda não é o suficiente para atender a demanda. A escola tem cerca de 1,2 mil alunos do ensino fundamental 2, somando os três turnos.

Sendo assim, os professores decidiram manter a paralisação na escola que, além de reivindicar mais carteiras para que seus alunos não assintam aula em pé, a categoria também pede reformas na estrutura e compra de novos equipamentos, como de iluminação e ventilação. Segundo Vânia, o problema acarreta em dificuldades no processo de aprendizagem dos alunos.

Essa é tem sido a situação das escolas do país, em especial nas regiões mais pauperizadas, após o teto nos gastos com educação que o governo golpista de Temer impôs goela abaixo. A luta dos professores frente a essa situação mostra o caminho para derrotar as contrarreformas e o avanço do golpe, tal como fazem em São Paulo contra a Reforma da Previdência do prefeito João Dória e de Temer.

O Esquerda Diário se solidariza com a luta desses professores e com os alunos que tem seu direito a uma educação minimamente digna negados escandalosamente.




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