Sem aulas, professoras se acorrentam na diretoria de ensino de Americana em protesto

Segue a dificuldade dos professores da rede estadual de ensino em São Paulo em garantir seu sustento. Cerca de 300 professores contratados ficaram sem salas de aula na atribuição de aulas em Americana.

quarta-feira 7 de fevereiro| Edição do dia

Como já mostramos aqui, o ano não começou bem para os professores da rede estadual de ensino em São Paulo. Em Americana, no interior do estado, o processo de atribuição de aulas, e o fechamento de salas que deixa professores sem condições de garantir seu sustento ao redor de São Paulo se repetiu. Professores que não são efetivos, que possuem inúmeras formas de contratos diferentes, encontraram, mais uma vez uma situação de grande precariedade no processo de atribuição de aulas.

Nesta terça-feira, dia 6, no prédio da Diretoria Regional de Ensino, cerca de 300 professores não concursados protestaram durante a atribuição, e quatro professoras se acorrentaram no edifício para protestar diante da situação.

Acorrentada a um portão na Diretoria Regional, uma professora que preferiu não se identificar reclamou da falta de informações e da dificuldade em atribuir aulas: "As [professoras] que não aceitaram as escolas, no meu caso, foi porque da minha casa até a escola é 44km. Mas se eu tivesse a informação correta e elas também, teríamos pego.". Esse tipo de situação é humanamente impossível para os professores, e a distância entre as escolas pode acarretar em faltas, cortes de salários, etc, ao longo do ano.

A diretora regional de ensino Joseana Moreira informou que priorizou os concursados nesta terça-feira. Mas sabemos que o descaso é tão grande, que nos últimos anos, até mesmo a atribuição dos professores efetivos passou ocorrer uma série desses problemas.

Nas palavras de Joseana: "Amanhã a gente atualiza o saldo, e essa atribuição tem continuidade na quinta-feira. Tudo o que hoje não for atribuído, vai continuar. Eles não vão perder a vez, ninguém vai chegar aqui na quinta-feira e passar na frente deles novamente se o dia da atribuição era hoje", afirmou.

A Diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Zenaide Honório, esteve no local para protocolar uma reclamação formal.

"Nós já orientamos, elas já fizeram um recurso, inclusive já protocolaram aqui na diretoria de ensino. Vamos encaminhar para nossos advogados para ver se há a possibilidade de fazer um mandado de segurança, quais ações podemos tomar agora pra frente."

A cada ano tem sido pior as atribuições de aulas. É necessária a luta imediata dos professores, alunos e toda população pela reabertura das salas de aulas fechadas para que nenhum professor fique subempregado e nenhum aluno em péssimas condições de aprendizagem! É urgente e necessário que a Apeoesp organize a luta da categoria de professores contra o fechamento das salas e o desemprego dos professores.

O Esquerda Diário e os militantes do movimento “Nossa Classe – Educação”, que estiveram presentes em atribuições de aula em São Paulo, Campinas e Santo André, estão organizando notas e denúncias para mostrar esse absurdo ao qual a educação pública e os professores estão submetidos.




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