Gênero e sexualidade

CONTAGEM REGRESSIVA 8 DE MARÇO

Sejamos milhares de professoras paralisando neste 8 de março

Neste próximo 8 de março, professores e professoras de todo o estado de São Paulo irão se reunir em uma grande assembleia da nossa categoria. Discutiremos nessa assembleia os caminhos de nossa luta, numa conjuntura marcada por profundos ataques à educação e seus enormes efeitos nas vidas das mulheres.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT

terça-feira 14 de fevereiro| Edição do dia

Paralisemos por nossas demandas, mas também devemos nos somar à paralisação internacional de mulheres neste 8 de março, que pode ser não apenas histórico, como será parte da força que as mulheres mostraram depois da vitória de Donald Trump, a cara mais machista e xenófoba do imperialismo. Na sua posse, 500 mil pessoas, em especial mulheres, marcharam só em Washington e milhares em todo os EUA. Em vários países as mulheres se levantaram contra governos que legitimam a violência machista e que veem a conquista dos nossos direitos plenos como um choque contra a ordem e a moral.

Cada ataque aos professores é um ataque direto às mulheres, que são maioria esmagadora em nossa categoria e que se enfrentam todos os dias com a superexploração do trabalho, a dupla ou até tripla jornada, com os baixos salários e com o machismo presente em cada detalhe de nossas vidas.

Neste 8 de março, nós, professoras que formamos o grupo de mulheres Pão e Rosas, vamos lutar para que a nossa luta cotidiana contra o machismo também seja parte da luta da nossa categoria. Queremos parar todos, professoras e professores, mas, no dia internacional da mulher trabalhadora, queremos ser parte desse movimento internacional com protagonismo das mulheres, preparando a luta da classe trabalhadora brasileira para enfrentar todos os ataques do governo golpista de Temer. E vamos lutar para que a luta das mulheres seja também uma luta anticapitalista, pois queremos o direito ao pão, mas também às rosas.

Paralisemos com força em todas as escolas, num grande grito de combate pela educação, mas levantemos bem alto as bandeiras de luta das mulheres, para dizer basta à opressão que vivemos todos os dias. Por isso, iremos à assembleia sabendo que precisamos lutar já contra o fechamento de salas, as demissões massivas e a precarização do trabalho docente. Devemos, no entanto, lutar por mais e exigir que a APEOESP se incorpore massivamente a esse movimento internacional que irá se somar também à luta por nossas demandas.

Demandamos que todos os sindicatos dirigidos pela esquerda se organizem para ser parte dessa mobilização internacional, exigindo que a CUT e as grandes centrais sindicais parem de trégua com o governo golpista e preparem um forte plano de luta, do qual o 8 de março deve ser parte. Que mobilizem suas bases para compor uma forte paralisação da classe trabalhadora neste 8 de março, a fim de levantar com força o protagonismo das mulheres e a luta pelos nossos direitos, contra a violência de gênero, pela igualdade salarial, pelo direito ao aborto, contra a reforma da previdência e a precarização do trabalho, que tem rosto de mulher.




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