Política

30M EM CAMPINA GRANDE

Seis mil nas ruas de Campina Grande (PB) contra os cortes de Bolsonaro na educação

Desde às 14 h o centro de Campina Grande (PB) recebeu uma enorme e combativa mobilização integrada centralmente por estudantes e professores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Instituto Federal da Paraíba (IFPB).

sexta-feira 31 de maio| Edição do dia

Na UFCG desde cedo os professores organizaram atividades de mobilização no marco da paralisação das atividades deliberada para este 30 M. Após uma concentração ás 13 h no portão principal da UFCG, partiram ônibus para a Praça da Bandeira no centro da cidade.

Esta poderosa jornada de lutas pode ser dividida em três partes. Uma primeira entre às 14 e 16 horas, onde os grupos de pesquisa apresentaram sua produção acadêmica em diferentes áreas seja humanas, técnicas e da saúde, o que foi bem recebido pelo público em geral.

Fora as questões culturais várias, como música, poesia, fotografia, foram alternando discursos e realizou-se um ato público em defesa da educação e rumo à greve geral contra a reforma da previdência e em defesa dos direitos no dia 14 de junho, enquanto organizava-se a mobilização no centro da cidade, que praticamente o paralisou, assim como a avenida Floriano Peixoto, a principal da cidade, no sentido a integração. Neste momento a mobilização alcançou o ápice de combatividade e em termos quantitativos, podemos destacar a participação de umas seis mil pessoas.

Excedendo o percurso habitual das manifestações em Campina Grande, mesmo as com corte de rua mais massivas, continuo até Integração de ônibus, onde se incorporou na pauta uma crítica a nova modalidade de integração dos ônibus na cidade contra a redução do tempo de possibilidade de uso de mais de um transporte criticando ao Prefeito Romero Rodrigues, um ex tucano que apoiou a Bolsonaro nas eleições.

Como em geral fazemos, desde Esquerda Diário, impulsionada pelo Movimento Revolucionário dos Trabalhadores (MRT), participamos da luta em termos de uma frente única mas com um panfleto no qual nos delimitávamos politicamente defendendo que é preciso unificar a luta contra os cortes na educação com a luta contra a Reforma da Previdência, enquanto propomos um programa para que sejam os capitalistas que paguem pela crise, iniciando pelo não pagamento da dívida pública.

Entendemos que foi um acerto político ter tensionado na assembleia dos docentes da UFCG para que seja aprovada paralisação neste 30 M, como expusemos nesta matéria

Era uma paralisação que já havia sido enxergada como uma continuidade “natural” do 15 M, de forma que, de fato, várias turmas já haviam deliberado de forma espontânea pela base paralisar, enquanto que as organizações maioritárias do movimento estudantil estavam mais preocupados pela eleição de delegados para o congresso da UNE, (que aliás na UFCG terminou em escândalo com gravíssimas acusações de fraude dirigidas a chapa da aliança entre Levante Popular da Juventude e o Partido Comunista do Brasil), que por fazer mais poderosa a mobilização deste 30 M que a do dia 15 de maio para fortalecer a perspectiva da greve geral de 14 de junho. O conservadorismo de partidos de esquerda e sindicatos se viu superado pela massividade da mobilização, o que nos coloca em outro patamar para os desafios de construir pela base tomando em nossas mãos a greve geral do 14 de junho.




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