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GREVE

Segundo dia de greve na Petrobras Distribuídora contra a privatização

Segundo dia de greve na Petrobras Distribuidora contra sua privatização.

terça-feira 16 de agosto| Edição do dia

Foto: Mobilização na sede da Petrobras Distribuidora

Os trabalhadores da subsidiária da Petrobras, a Petrobras Distribuídora, responsável pela distribuição de combustíveis em todo país entraram no seu segundo dia de greve nesta terça-feira. De norte a sul do país, em 10 estados segundo informações da Federação Única dos Petroleiros, cruzaram os braços, interrompendo inclusive o carregamento de caminhões-tanque em várias unidades. A grande novidade da greve dos petroleiros é a importante adesão em unidades administrativas, como no edifício sede da empresa, o LUBRAX.

A greve dos petroleiros dessa subsidiária acontece após o anúncio de venda de 51% das ações da empresa, essa nova ofensiva privatizante do governo Temer, planejada no governo Dilma, se soma a entrega criminosa do campo de Carcará no pré-sal e anúncio de venda de outras subsidiárias como a Transpetro de Logística e a Liquigás de GLP.

A paralisação dos petroleiros da BR foi programada para durar cinco dias e acontece depois de outra paralisação com tempo determinado nos “campos maduros”, que também estão à venda. Esta outra paralisação isolada e contida teve abrangência no nordeste e no Espirito Santo.

Algumas unidades da Liquigás tiveram mobilização nesta terça-feira, bem como mobilizações duas horas em algumas unidades da Transpetro no Litoral Paulista (Santos, Cubatão e São Sebastião). Na sede desta empresa no centro do Rio de Janeiro ocorreu um abraço à empresa na mesma data.

O conjunto de ataques as riquezas nacionais e a empresa-símbolo do país exige ações coordenadas e nacionais e não as paralisações isoladas organizadas pelos sindicatos ligados a FUP e ao PT. A defesa da Petrobrás exige parar todo o país e ações diferentes daqueles que o PT e a CUT promoveram “contra o golpe” que eram burocráticas e inofensivas como se viu neste dia 16. É preciso que a FUP e a CUT passem das palavras à ação, para isso os petroleiros devem exigir assembleias democráticas e que definam os rumos de seu movimento e não as decisões da cúpula conservadora e conciliadora de sua federação majoritária.




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