WILSON WITZEL

Segundo PGR, Wilson Witzel organizou um esquema de "rachadinha da saúde"

Esquema de rachadinha, para desviar dinheiro do Fundo Municipal de Saúde, mostra cobrança de 10% do valor total do repasse a sete prefeituras

segunda-feira 21 de setembro| Edição do dia

[Foto: Carlos Magno / Governo do Rio]

A Procuradoria-Geral da República apontou mais um esquema de desvio na saúde do Rio de Janeiro em que o governador afastado, Wilson Witzel, e o ex-secratário de saúde Edmar Santos teriam orquestrado uma rachadinha no repasse do Fundo Estadual de Saúde a sete prefeituras.

Do total transferido para esses municípios, 10% do valor voltaria para o grupo do governador. Segundo o depoimento, que foi confirmado pelo ex-secretário de saúde, do empresário apontado como operador financeiro do grupo, Edson Torres, o plano da secretária Estadual de Saúde era transferir 600 milhões de reais aos fundos municipais com o objetivo de superfaturar obras nessas cidades, para que o parte desse dinheiro voltasse para o núcleo comandado pelo pastor Everaldo (PSC).

Esse é mais um esquema na área da saúde que envolve o nome do Governador Witzel e que ocorre no meio dessa crise sanitária em que esses recursos são indispensáveis para o combate à pandemia. Reforçamos aqui, o que já dissemos em outras matérias, que não devemos confiar no autoritarismo do judiciário e que o impeachment de Witzel serviria para trocar os jogadores dos esquemas de corrupção do Rio de Janeiro e que somente os trabalhadores organizados em luta podem romper de fato com esse sistema corrupto e explorador.




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