Mundo Operário

Segundo IBGE, mais de 40 milhões de brasileiros querem trabalhar e não encontram emprego

De acordo com os dados do Pnad Covid, número de desocupados subiu para 12,4 milhões na terceira semana de julho. Somado à isso, ainda há mais 28 milhões de pessoas que não estão empregadas, muitas delas já tendo desistido.

sábado 8 de agosto| Edição do dia

Nesta sexta-feira (7), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados do Pnad covid no qual demonstrava-se que o número de desempregados atinge mais de 40 milhões de brasileiros, sendo, cerca de 12,4 milhões, pessoas que perderam o emprego durante a pandemia. Aproximadamente 200 mil pessoas ficaram desocupadas somente na segunda semana de julho, data referente do levantamento de dados. As outras 28 milhões de pessoas estão fora de atividade ou desistiram mas que gostariam de trabalhar. A taxa de desemprego segue acima dos 13% no país.

O retrato atual do aumento do desemprego no país é o mais claro reflexo das medidas do governo Bolsonaro frente à pandemia, que prima por manter os lucros do empresariado, sendo por esmagar os trabalhadores em meio à uma pandemia, sendo por conceder auxílios milionários e linhas de créditos especiais para os empresários sem que esses tenham obrigação de fazer manutenção dos empregos. Muito além disso, ainda facilitou as chamadas demissões em massa nas grandes empresas, o que jogará milhares de famílias na mais profunda miséria em meio à crise sanitária mais catastrófica da história recente. Ainda que tenha feito demagogia com as concessões dadas aos empresários, colocando as medidas como fundamentais para manutenção dos empregos do país, na prática, apenas fez salvar os lucros dos capitalistas sem garantir nada aos trabalhadores. Concede ainda, uma gorda fatia dos ganhos públicos para os setores militares, estes que ganharam aumento em meio a pandemia, mesmo sem representar nenhum setor estratégico para o combate à doença, mas setor predominante no governo, que conta com diversas regalias e ainda figurou em escândalos de desvio de dinheiro via auxílio emergencial, com 73,2 mil militares ativos e inativos recebendo auxílio ilegalmente, figurando um valor de cerca de 44 milhões de reais, se contada somente a primeira parcela

Os empresários, por sua vez, aproveitam para maximizar os seus lucros o quanto podem, em especial, as grandes empresas e os bancos que recebem créditos milionários, ainda tendo plena liberdade de realizarem demissões a esmo.

Os governadores também ensaiam cada vez mais reaberturas irresponsáveis, sem controle da doença, ou seja, sem testagens massivas, e em alguns casos, com sistemas de saúde ainda à beira do colapso, impulsionados apenas pela pressão dos setores privados, que são os principais mandatários por trás das políticas de reabertura dos comércios. Os trabalhadores remanescentes são cada vez mais expostos ao perigo de vida na necessidade de trabalhar e na impossibilidade de resguardar-se em casa, principalmente trabalhadores informais como entregadores e trabalhadores de app’s em geral, categorias que não possuem direito trabalhista algum, sofrem maior exposição, e que tiveram um grande aumento, em grande parte, devido à perda de empregos formais causados pela pandemia. O próprio presidente Bolsonaro corriqueiramente faz pouco caso com a situação da pandemia, que já se aproxima da marca de 100 mil mortos no país, a fim de acelerar a reabertura do comércio no país à todo custo, tudo em nome dos ganhos dos capitalistas.

Frente a todo o desgoverno e demandas da população, defendemos uma assembléia constituinte livre e soberana imposta pelo povo, que os trabalhadores tomem em suas mãos os rumos do país, a isenção de contas como aluguel, luz, água etc. já que muitos desempregados estão sendo despejados. Assim como se proíba as demissões em um momento tão crítico e contratação em massa e imediata de profissionais dos setores essenciais, em especial da área da saúde, investimento nos equipamentos para os hospitais, assim como EPI’s para os profissionais da saúde, e que se garanta renda básica para que os demais trabalhadores e quem não possui renda, possam resguardar suas vidas. Pela vida do povo acima do lucro, que os capitalistas paguem pela crise.




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