Política

DENÚNCIA CONTRA TEMER

Segunda denúncia contra Temer deve ser lida hoje na Câmara

A segunda denúncia contra Temer, dessa vez por obstrução de Justiça e organização criminosa, deve ser lida nesta segunda-feira, 25, no plenário da Câmara. A sessão está marcada para as 14h. A partir daí, abre-se a contagem do prazo de dez sessões plenárias para apresentação da defesa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

segunda-feira 25 de setembro| Edição do dia

Um dos pontos a serem debatidos é se haverá fatiamento ou não da denúncia, uma vez que, ao contrário da primeira denúncia, focada só em Temer, nesta peça da Procuradoria-Geral da República (PGR) os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha também são acusados de formação e quadrilha e obstrução de Justiça.

Aliados de Michel Temer admitem o desmembramento da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Embora a tendência ainda seja de tramitação conjunta das acusações contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), ganha força na Casa a avaliação de que a denúncia merece análise em separado.

Temer precisa de, no mínimo, 172 votos para conseguir barrar o prosseguimento da acusação para o Supremo Tribunal Federal (STF). Na primeira denúncia, votada em plenário no dia 2 de agosto, o golpista conseguiu 263 votos ao seu favor. Contrários ao peemedebista votaram 227 deputados.

Neste domingo, dia 24, véspera de leitura de denúncia, Temer se reuniu com Padilha, Moreira Franco e o vice-líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM) no Palácio do Jaburu. Além deles, estava presente o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola.

Apesar de Temer estar com a base aliada mais enfraquecida, a tendência é que essa segunda denúncia tenha menos força e repercussão do que a primeira, ainda mais depois dos questionamentos surgidos nas delações da JBS. É de conhecimento geral também que denúncias e investigações desse tipo avançam e retrocedem conforme interesses políticos e, portanto, não será pelas mãos do arbitrário Judiciário que terá fim a corrupção.

Com informações da Agência Estado.




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