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Seguindo o exemplo dos secundaristas a juventude também ocupa suas universidades

Seguindo o exemplo dos secundaristas que vem ocupando suas escolas desde o Paraná e por todo país, a juventude também começa a ocupar as universidades, com destaque para as federais, e estender a luta contra a PEC 55 (antiga PEC 241) e a MP da Reforma do Ensino Médio a partir das escolas e agora das universidades.

quarta-feira 2 de novembro| Edição do dia

Os secundaristas que já tinham demonstrado sua disposição à luta no ano passado contra a Reforma do Ensino imposta por Alckmin em São Paulo e em outros Estados como no Rio de Janeiro, apontam mais uma vez o caminho ocupando suas escolas e dando um exemplo de democracia que se contrapõe a dos ricos e figuras como Sérgio Moro.

São mais de 130 campi universitários e 1000 escolas e IFEs ocupados por todo país contra o governo golpista e seus ataques. O número de ocupações que só vem crescendo demonstra a disposição de luta da juventude e como podem e vem cumprindo um papel fundamental no enfrentamento com o governo e na perspectiva da unificação de suas lutas com os trabalhadores.

O governo golpista e a pressa em aprovar a PEC 55 e todos seus ataques

A Reforma da Previdência Social que já havia sido adiada para depois do segundo turno das eleições municipais pode ser postergada novamente. A ala política ligada ao golpista Michel Temer defende que a votação da reforma seja após aprovação do teto dos gastos públicos no Senado para que o tema polêmico não atrapalhe a aprovação da PEC 55.

O governo golpista que demonstra mais uma vez sua pressa na aprovação dos ataques, também mostra como não se importa com o fato de que, numa pesquisa de opinião no site do Senado, 95% da população se manifeste contra a PEC 55. Para além da pesquisa de opinião, as ocupações e manifestações que seguem acontecendo pelo país traduz todo descontentamento com o governo golpista e suas medidas de descarregar nas costas dos trabalhadores e da juventude toda a crise.

Ocupar todas escolas, universidades e romper a paralisia das burocracias estudantis

Este movimento de ocupação das escolas que se iniciou com todo seu peso no Paraná e agora se alastrou pelo país conquistando também as universidades federais, precisa se unificar para atacar com um só “punho” o governo golpista e seus ataques.

Para fortalecer as lutas e ocupações das escolas e das universidades é fundamental que as centrais sindicais e do movimento estudantil rompam sua paralisia que se estende desde o início do golpe institucional, sua consolidação e ataques. Nesta perspectiva é preciso ressaltar a importância de que o dia 11 chamado pela CUT como um dia nacional de mobilização e paralisação por nenhum direito a menos seja de fato construído pela base em cada local de trabalho e estudo e não mais uma prova da paralisia e demagogia das burocracias frente aos ataques do governo golpista.




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