Política

GOLPE

Terminaram as intervenções no senado, depois da pausa seguem acusação, defesa, destaques e votação

Hoje o Senado dá continuidade ao golpe institucional votando parecer de Antonio Anastasia pelo impeachment.

terça-feira 9 de agosto| Edição do dia

Atualizada às 16:55

Está em andamento sessão do Senado que votará a continuidade do impeachment.

Na longa sessão que está acontecendo hoje e deve terminar somente na madrugada, os senadores irão avaliar o parecer do ex-governador de Minas Gerais e denunciado na Lava Jato, Anastasia. O tucano mineiro, alvo de numerosas denúncias tratadas com a habitual lentidão da justiça brasileira com os tucanos pede continuidade do processo do impeachment.

A sessão contou com defesa do parecer e depois quase todos senadores estão fazendo uso da palavra por dez minutos antes de procederem à votação. No momento de edição dessa matéria já haviam feito uso da palavra 15 senadores, e agência Senado dava conta de outros 36 inscritos.

A grande mídia estima que votarão a favor da prenúncia (dando início ao julgamento) de 58 a 62 senadores. Nesta fase são necessários somente 41 votos para dar continuidade ao impeachment.

Após a mais que provável aprovação deste relatório hoje seguem trâmites de defesa de Dilma Rousseff e o julgamento final, onde o impeachment precisa de dois terços dos votos. Espera-se que esta fase final ocorra por volta do dia 25 de agosto.

O novo passo do golpe institucional acontece em meio a denúncias de corrupção de Temer e do importante ministro golpista Serra e dilemas na Lava Jato e no golpismo, que incluem um aumento no tom das críticas a Temer por demorar a implementar os ataques prometidos. Para facilitar a aprovação do impeachment, Temer lançou ontem um "PAC do Golpe".

Enquanto seguem os planos de ataque e o governo golpista, todas centrais sindicais, formalmente, chamam um dia de mobilização no dia 16 de agosto. Esta paralisação não está sendo construída pela base em lugar algum, inclusive em importante sindicatos ligados à CUT a burocracia sindical tem se pronunciado contra realizar paralisação nesta data, como é relatado nessa matéria sobre a tentativa de votar paralisação dos professores na Zona Norte de São Paulo.

A sessão iniciou com Renan Calheiros iniciando os trabalhos e a senadora petista Gleisi Hoffmann (tal como o tucano Anastasia e o presidente do Senado Renan, citada na Lava Jato) pedindo questão de ordem sobre o quórum. O presidente do Supremo, Lewandoski, já presidindo a sessão negou seu pedido citando procedimento de que pode-se abrir sessão do Senado com somente um vigésimo dos presentes. Depois de negar este pedido, Lewandoski fez discurso protocolar.

Por mais de duas horas foram analisadas as questões de ordem. Lewandoski determinou que examinaria todas questões de ordem de uma só vez. Para surpresa de setores do PT que passaram anos contando com a benevolência dos juízes do Supremo, sobretudo Lewandoski, a postura do presidente do Supremo leva a acelerar a sessão e parece indiciar que ele não tomará nenhuma posição diferente do que o "consenso golpista" deseja. Ele recusou todas as questões de ordem e as 12:32 passou a palavra ao golpista Anastasia.

Acompanhe as atualizações no Esquerda Diário sobre a votação desta nova etapa do golpe institucional.




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