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Segue na UTI manifestante ferido por arma de fogo em Brasília

Manifestante atingido por disparo de arma de fogo durante a manifestação realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, na quarta-feira (24) continua internado na UTI do Hospital de Base, em estado grave. Outros feridos apresentam quadro estável.

sexta-feira 26 de maio| Edição do dia

Foto Tiago Macambira / Jornalistas Livre

De acordo com o boletim divulgado na manhã desta sexta-feira, 26, pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal a informação é de que o mineiro Carlos Giovani Cirilo, está sedado e continua respirando por aparelhos. A bala atingiu o maxilar do manifestante. Em vídeo divulgado pode-se ver o momento em que o policial atirava com sua arma de fogo.

O boletim ainda informa que o estudante Vitor Rodrigues Fregulia, de 21 anos, que teve a mão dilacerada por causa de explosão de uma bomba da PM, será encaminhado nesta sexta para o Hospital do Paranoá, região administrativa no Distrito Federal, onde será avaliado por um especialista em mão. Segundo o informe, ele foi submetido a uma cirurgia que ocorreu de acordo com o previsto, mas não há previsão de alta.

Outro ferido após a brutal repressão da polícia, o morador em situação de rua Paulo, identificado pelas iniciais P.S. L, sofreu trauma cervical durante o conflito. Ele apresenta um quadro estável e está respirando sem aparelhos. O paciente não participava das manifestações. Um integrante do MTST recupera-se no Centro de Trauma do Hospital de Base de ferimentos provocados por estilhaços de vidro que acertaram o pescoço e o rosto durante o protesto, e passa bem. Outro paciente identificado como C.P.N.N, com lesão no olho que ameaça sua visão, permanece estável.

Os policiais que utilizaram arma de fogo durante o protesto na Esplanada não foram afastados até o fechamento desta edição. Em nota, a PM diz que "o inquérito se encontra ainda no início e, durante o decorrer das apurações, serão garantidos e respeitados todos os direitos de ampla defesa e contraditório, assim como determina nossa legislação", e que eventuais punições "só serão efetuadas ao final do processo apuratório em questão". Interessante notar que 40% da população carcerária brasileira está presa sem que ao menos tenha sido julgada, mas para um simples afastamento na polícia, são “garantidos e respeitados todos os direitos de ampla defesa”.

Isso só mostra a parcialidade da justiça e da polícia, que longe de estarem ao lado da população, servem apenas para garantir o bem-estar dos de cima. Nos solidarizamos com todas as vítimas desta brutal repressão e agora, mais que nunca, é preciso fortalecer esta luta e exigir das centrais sindicais uma nova greve geral para já, que imponha uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, a partir de comitês de base, para derrubar determinantemente Temer e todas as reformas.




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