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Segue a sessão do impeachment no Senado. Dilma discursa contra o golpe e golpistas fazendo hipócrita defesa da democracia

Dilma concluiu seu discurso no Senado evocando seu passado de torturada política e atacando o governo de Temer por planejar profundos ataques à classe trabalhadora. Dilma também destacou o machismo de um governo que sequer tem uma mulher como ministra. Após seu discurso começou sua arguição por senadores tanto os defensores do golpe institucional como aqueles que se opõe. Todos senadores estão fazendo uso da palavra na longa sessão do dia de hoje.

segunda-feira 29 de agosto| Edição do dia

Última atualização às 19:32

No discurso e nas respostas Dilma foi contundente como nunca tinha sido em afirmar que se for afastado terá ocorrido um “golpe de Estado parlamentar”. Sua argumentação baseia-se que não haveria crime de responsabilidade, portanto não haveria base constitucional para o impeachment, configurando um golpe institucional.

No discurso Dilma também atacou veementemente os ataques planejados pelos golpistas como a PEC 241 e outros cortes aos direitos dos trabalhadores como a aposentadoria. Como argumentado pelo editor do Esquerda Diário, Leandro Lanfredi, em artigo antes do começo do discurso, previa-se um tom mais elevado de parte de Dilma como parte de uma derradeira mostra de resistência por parte do PT.

Diana Assunção, colunista do Esquerda Diário e candidata a vereadora pelo PSOL em São Paulo, argumentouem artigo de opinião sobre esse discurso que se trata “de um reacionário golpe institucional” e que “Golpistas não serão derrotados com discursos, mas com manifestações e paralisações”.

O Esquerda Diário fez um apanhado provisório no começo da tarde de qual a cobertura do impeachment está sendo feito na imprensa imperialista. Este resumo que mostra um tom apreensivo dos resultados e clima político do país, pode ser lido aqui.

Em esperado embate com Aécio Neves, Dilma fez indiretas sobre o respeito às eleições diretas e respondeu suas hipócritas perguntas em defesa dos desempregados retomando argumentos utilizados em resposta a outros senadores (Para saber mais sobre este embate leia aqui)

Logo após a discussão com Aécio outro notório direitista tomou o púlpito. Foi a vez de Ronaldo Caiado, líder do DEM que já foi condenado por uso de trabalho escravo fazer hipócrita defesa da democracia.

Após uma grande quantidade de discursos de golpistas começaram a tomar o púlpito senadores do PT. Gleisi Hoffmann fez discurso citando diversos ex-ministros que agora apoiam o governo golpista. Contrariando as análises que foram veiculadas nos grandes meios no dia de hoje, Dilma não pegou o gancho para criticar e tentar emparedar seus ex-ministros. Um pouco depois de Gleisi fez uso da palavra Paim, também do PT fazendo perguntas para que Dilma falasse mostrando o que o petismo considera que foram históricos ganhos sociais promovidos em seu governo.

Depois de algumas falas de defensores de Dilma foi a vez de novo tucano chamar a atenção por hipócrita defesa da "nação" e combate a corrupção. Foi o caso de Cássio Cunha Lima, que já foi cassado pelo TSE por desvio de verbas públicas, como ressaltamos nesse artigo.

Outros dois aspectos que tem chamado atenção nos discursos de Dilma são o foco em incriminar Eduardo Cunha pelo golpe institucional. Outro aspecto chamativo foi a ênfase em argumentar que o que está por ser consolidado pelo Senado é um golpe. Esta ênfase de Dilma discrepa do que os candidatos petistas estão fazendo em suas campanhas para prefeituras, escondendo esta palavra para tentar apoio de setores que apoiam o impeachment. Esta ênfase contrastou com a pouca ênfase com a defesa de uma manobra que fortaleceria o regime político que seriam as novas eleições, esta proposta criticada pelo PT apareceu, porém sem destaque nas falas de Dilma até o momento.

A sessão está prevista para durar até ao menos as 23 horas.

Siga a cobertura do impeachment no Esquerda Diário.




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