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Secundaristas franceses ocupam mais de cem escolas em todo o país

O movimento estudantil junta-se à luta dos coletes amarelos que está colocando a forca no governo de Macron.

segunda-feira 3 de dezembro| Edição do dia

Os estudantes secundaristas mobilizam-se com os "gilets jaunes". Cem escolas de ensino médio foram bloqueados e ocupadas por todo o país, continuando e espalhando o movimento.

São dezenas e dezenas de estabelecimentos em Paris, Marselha, Lyon, Nice, Toulouse, Grenoble, Bordeaux, entre outras cidades. Os alunos estão mobilizados contra a mudação nos métodos de ingresso a universidade em vigor desde o ano passado.

Os epicentros da mobilização desta segunda-feira são o Seine-Saint-Denis (em Paris e Toulouse). Em Aubervilliers e Pantin carros foram queimados e em todos os liceus se escuta gritos pela renúncia de Macron.

Enquanto a mídia dominante fala sobre a "violência" dos secundaristas pelos carros queimados, eles ignoram a violência policial nas manifestações. Com gás lacrimogêneo e pás, muitos manifestantes ficaram feridos e vários foram presos.

No centro de Toulouse, eles montaram barricadas para se protegerem da CRS, a polícia nacional.

Semana após semana, a violência policial contra os "gilets jaunes" e contra todos aqueles que se mobilizam intensifica-se. E nesta manhã foi divulgado que uma mulher de 80 anos que havia sido atingida por uma granada de gás lacrimogêneo que entrara pela janela do seu apartamento morreu.

Diante de semelhante crise aberta, em que se exige a renúncia de Macron e a dissolução da Assembléia Nacional, o governo iniciou na segunda-feira uma rodada de consultas com chefes de partidos com representação no Parlamento, na tentativa de dar um jeito na situação das jornadas revolucionárias que estão ocorrendo no país.

De uma forma demagógica, uma grande parte da oposição solicitou hoje, como medida imediata, uma moratória ao aumento do imposto sobre o combustível, mas também não propõe que o aumento seja eliminado.

No último sábado, a manifestação terminou com 682 detenções em toda a França (412 em Paris) e 263 feridos, incluindo 5 graves. No entanto, a repressão policial não intimida os manifestantes. Nas redes sociais já convoca um novo dia de protesto para o próximo sábado.

Ver também: França: Coletes Amarelos e os elementos pré-revolucionários da situação




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