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Secundaristas do Rio vão às ruas contra o fim do bilhete único RioCard

O ato que aconteceu nessa segunda-feira teve início as 14:00 hrs com concentração na Cinelândia e caminhou pela Av. Presidente Vargas em direção à Candelária com a participação de um grande número de estudantes fechando a avenida.

Luca Oliveira Narracci

Estudante de História do UFRJ

segunda-feira 8 de maio| Edição do dia

Nesta última quarta-feira (3) o governo de Pezão anunciou a suspensão do RioCard de 27 mil estudantes do ensino fundamental e médio de colégios municipais e estaduais, usuários dos ônibus intermunicipais, metrô, trens e barcas que estaria em vigor já nessa segunda-feira (8). No entanto, a Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro conseguiu, neste domingo (7), liminar que proibiu o governo de tirar a gratuidade ao transporte público para os estudantes das redes federal e municipal de ensino. Mesmo com a proibição do cancelamento, os estudantes foram às ruas.

A ação da Defensoria foi contra o estado do Rio de Janeiro, a RioCard e a Fetranspor, defendendo o direito à educação das crianças e adolescentes e com isso, o direito ao transporte gratuito que tem como objetivo efetivar e garantir o acesso à educação de tantos jovens.

Apesar da liminar, o ato dos secundaristas que já estava marcado para essa segunda-feira não foi cancelado e os estudantes do Rio de Janeiro mostraram grande força de mobilização, que reconhece e se mantém contra os ataques do Pezão e de Temer contra a juventude e a classe trabalhadora, precarizando ainda mais os direitos à educação e a gratuidade do transporte público, enquanto o governo defende e efetua novas isenções fiscais para os capitalistas como "uma forma de sair da crise".

O ato que aconteceu nessa segunda-feira teve início as 14:00 hrs com concentração na Cinelândia e caminhou pela Av. Presidente Vargas em direção à Candelária com a participação de um grande número de estudantes fechando a avenida.

A juventude tem um importante papel na luta contra as reformas do Pezão e de Temer e estão dispostos a se unirem à classe trabalhadora para continuar na luta pós 28A para derrubar Temer e suas reformas e para que os capitalistas paguem pela crise. A manutenção do ato demonstrou que, mesmo com a liminar, os jovens se puseram como combativos contra esse governo que não se pode confiar e deram a mensagem: NÃO TEM ARREGO!




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