Gênero e sexualidade

COPA DO MUNDO DE FUTEBOL FEMININO

Secretaria de Mulheres do Sintusp exige da reitoria isonomia frente a Copa feminina

A Secretaria de Mulheres do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) em ofício endereçado ao reitor Vahan Agopyan e ao escritório USP Mulheres exige que a reitoria da USP trate a Copa Feminina de Futebol da mesma forma que a masculina, obedecendo o princípio da isonomia.

sexta-feira 7 de junho| Edição do dia

Em 2018, na ocasião da copa do mundo de futebol masculino a reitoria da USP, por meio da circular GR/CIRC/215 determinou a alteração do expediente da universidade para que os funcionários pudesse assistir aos jogos da seleção masculina brasileira.

A solicitação da Secretaria de Mulheres do Sintusp atende não apenas ao princípio de isonomia, que sejam concedidas as mesmas condições para que os funcionários possam assistir à copa do mundo feminina de futebol, o esporte nacional por excelência, mas também lembra que o futebol feminino era proibido pelo estado desde 1940 até 1983, por uma política machista que considerava que a condição feminina não permitia às mulheres praticar tal esporte. A jogadora da seleção brasileira Marta é recordistas em prêmios da Fifa de melhor jogadora do mundo, entre homens e mulheres.

A solicitação foi endereçada ao reitor Vahan Agopyan, que assina o despacho da copa de 2018, e ao escritório USP Mulheres, órgão da reitoria.

Reproduzimos abaixo o conteúdo do ofício protocolado nesta sexta-feira, 6 de junho na reitoria e no escritório USP mulheres:

Neste ano se realiza a sétima edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Pela primeira vez na história essa Copa será televisionada ao vivo em rede nacional.

O futebol, o esporte mais popular do Brasil, foi considerado um esporte masculino por excelência, proibido às mulheres por um decreto do estado de 1940 até 1983. O machismo institucional tentou assim determinar o que era um esporte compatível com as condições da natureza feminina (como coloca a lei). No entanto, as mulheres mostram a cada ano que não há espaços que lhes possam ser negados. A jogadora da seleção brasileira Marta Vieira da Silva é recordista em prêmios de melhor jogadora do ano entre homens e mulheres. Um símbolo para milhares de meninas e mulheres brasileiras que cotidianamente lutam contra o machismo no esporte

Em 2018, ano da Copa do Mundo Masculina de futebol, a reitoria da USP nos ofícios GR/CIRC/215, 245 e 251 determinou a alteração no expediente da universidade de acordo com os jogos da seleção masculina brasileira, para os todos os funcionários pudessem assistir aos jogos. Nesse sentido, a Secretaria de Mulheres do SINTUSP apoiada pelo Conselho Diretor de Base, solicita à reitoria e ao escritório USP mulheres que seja garantido o princípio da isonomia e que todos os funcionários da universidade tenham a oportunidade de assistir aos jogos da seleção brasileira feminina de Futebol sob os mesmos critérios de 2018, tal como autorizado por esta reitoria na ocasião da Copa Masculina de futebol.

Os jogos da seleção feminina da primeira fase ocorrerão nos dias 9/6 (domingo), no dia 13/6 (quinta-feira) às 13 horas e no dia 18/6 (terça-feira) às 16 horas.
Sem mais, aguardamos o retorno à nossa solicitação.

Atenciosamente,

Secretaria de Mulheres do SINTUSP




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