MEDICINA DO CAPITAL / CAPITALISMO E SAÚDE /

Saúde como mercadoria

Gilson Dantas

Brasília

segunda-feira 17 de junho| Edição do dia

Na palestra anterior [Capitalismo e saúde: uma relação promíscua?] foi examinada a questão de como a medicina de uma sociedade doente não pode ser muito mais do que uma medicina doente.

Hoje, na palestra/áudio abaixo, esse mesmo fenômeno será problematizado de outro ângulo: quais as consequências [des] humanas do fato de que o ato médico e os serviços e dispositivos da medicina dominante tenham sido transformados em mercadoria? E, mais que isso, amplamente convertidos em esfera da acumulação do capital?

Cirurgias, medicamentos de ponta, aparelhos de exames de imagens [de ressonância e radiações ionizantes em especial], internações e hotelaria hospitalar e toda a parafernália high tech da medicina dominante, podem ser humanizados, podem perseguir o objetivo da efetiva saúde coletiva, quando são produzidos para aumentar a taxa de lucro?

Em que sentido uma indústria que necessita de mais doenças, mais doentes e mais dependentes químicos de medicamentos pode ser tida como neutra ou “bem intencionada”?

Existe diferença de algum tipo entre vender sapato, relógio e vender uma cirurgia ou serviço high tech de saúde?

No marco de questões dessa natureza, foi realizada a palestra abaixo, com duração de uma hora e meia, como parte de um projeto no Serviço Social da UnB, de debater Capitalismo e saúde [no marco do curso Capitalismo, saúde e sociedade do PPGPS/UnB].

Desdobrada em três momentos, a primeira palestra, sobre Capitalismo e saúde, foi seguida de outra aula, sobre Saúde como mercadoria e, na terceira, teremos a discussão sobre Direito à saúde, lutas sociais e protagonismo da comunidade.

Disponibilizamos, no vídeo abaixo, a quem possa interessar, a segunda das três palestras, intitulada A saúde como mercadoria:




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