Política

ELEIÇÕES 2018

Sartori planeja reeleição para descarregar ainda mais a crise sobre os trabalhadores gaúchos

O governador do RS, Sartori (MDB), lança seu plano de governo ultra burguês e privatista buscando a releição no governo do Estado. Sartori, assim como seu chefe em Brasília, o corrupto TEMER, busca impor sobre os trabalhadores gaúchos uma série de ajustes e privatizações para acabar com o serviço público essencial para a população.

Jones Adriano Gaio

Professor da rede estadual do RS

sexta-feira 17 de agosto| Edição do dia

O governador do RS, Sartori (MDB), lança seu plano de governo ultra burguês e privatista buscando a releição no governo do Estado. Sartori, assim como seu chefe em Brasília, o corrupto TEMER, busca impor sobre os trabalhadores gaúchos uma série de ajustes e privatizações para acabar com o serviço público essencial para a população.

Sartori tem a audácia de se vangloriar de seu governo nos últimos 3 anos de ações como: a criação da Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual, a extinção das fundações, a criação da Previdência Complementar para o funcionalismo e a renegociação da dívida com a União. Em poucas palavras, isso significa: Privatizações, demissões, precarização do serviços públicos, arrocho salarial, além do caos na educação pública com parcelamento de salários e fechamento de escolas.

Esse plano de governo está totalmente ligado ao objetivo de drenar o dinheiro arrecadado em impostos do Estado para a União, com o objetivo de garantir o "superávit primário", ou seja, garantir religiosamente o pagamento dos juros da dívida pública para os bancos e investidores estrangeiros, garantindo seus lucros espetaculares, o que é uma verdadeira “bolsa banqueiro”.

É escandaloso que, ao mesmo tempo em que destrói a educação pública estadual, no plano de governo de Sartori há a promessa de "aumentar as tornozeleiras eletrônicas e vagas em presídios" (!!!). Ao invés investir pesado na educação e no futuro da juventude, prefere acabar com o futuro de milhares de jovens que não estão tendo acesso a uma educação pública de qualidade, e, ao mesmo tempo, promete garantir para os mesmos mais “tornozeleiras eletrônicas e vagas em presídios”. A hipocrisia parece não ter limites para o “gringo”. Fica a máxima: “governo que investe em educação não precisa construir presídios no futuro”.

No documento consta que, “há a promessa de readequar e redimensionar a rede de escolas públicas, levando em consideração a diminuição da demanda de alunos”. Isso é outra falácia que tem como objetivo o fechamento de turmas e demissão de professores, precarizando ainda mais as escolas. Outra pretensão é de universalizar o acesso ao ensino secundário, "assegurando a matrícula de jovens de 15 a 18 anos, de vez que aproximadamente 40% dessa faixa etária se encontra fora da escola". De nada adianta assegurar matricula se não assegurar condições de esses alunos cursarem o ensino médio como se verifica na realidade. Em diversas escolas ainda faltam professores, e a verba da merenda não é repassada, onde os alunos ficam um turno inteiro sem comer nada. Um verdadeiro absurdo.




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