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RIO GRANDE DO SUL

Sartori está na mira de investigações pelas vendas de ações do Banrisul

O Ministério Público estadual instaurou inquérito civil para investigar a atuação do Banrisul e do Estado do Rio Grande do Sul, sob governo José Ivo Sartori (MDB), na operação de venda de ações do banco, ocorrida no dia 27 de abril.

terça-feira 17 de julho| Edição do dia

Segundo o documento expedido pelo MP, dia 1º deste mês, o inquérito tem por objetivo investigar irregularidades ocorridas na venda de um lote com 2.974.500 Ações Ordinárias que integravam o Patrimônio do Banrisul. As ações foram ofertadas sem divulgação previa e vendidas a um valor 31% menor em relação ao valor do dia anterior. Essa ação rendeu prejuízos ao patrimônio público. Como se não bastassem as “coincidências”, as ações vendidas dão direito a voto.

O governo Sartori (MDB) justificada a venda de ações do Banrisul alegando que assim teria uma medida para garantir o pagamento dos servidores públicos do stado que já sofrem há mais de 2 anos com salários e décdimo terceiro parcelados. Mas, já sabemos que essa venda não teve o pagamento dos salários dos servidores públicos como prioridade, tanto que muitos destes tiveram a data de pagamento adiada.

Em resposta aos diversos questionamentos sobre a ação, o Banrisul e o governo do Estado alegaram, em diferentes notas, que a venda se deu por iniciativa própria do acionista controlador e que a oferta cumpriu absolutamente todas as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da legislação aplicável. O governo também negou que uma só empresa tivesse adquirido 70% das ações. Além da investigação do MP, a venda das ações do Banrisul é investigada pela própria Comissão de Valores Mobiliários.

A venda das ações do Banrisul nunca teve o intuito de manter o pagamento dos servidores em dia, e sim teve o intuito de entregar o patrimonio público para as empresas privadas, e continuar pagando religiosamente a parte dívida pública atrelada ao estado do Rio Grande do Sul em negociação com governo federal.




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