Política

RIO GRANDE DO SUL

Sartori e Leite, dois candidatos e um mesmo plano de ataques contra o povo gaúcho

Com proposta de privatização, terceirização e mais cortes em cima da saúde e da educação do Rio Grande do Sul. É possível confundir os planos de governo dos candidatos ao estado que vão agora disputar o 2° turno. Dentre o gringo e o jovem empreendedor, são as mulheres e os trabalhadores que saem perdendo.

segunda-feira 8 de outubro| Edição do dia

Com proposta de privatização, terceirização e mais cortes em cima da saúde e da educação do Rio Grande do Sul. É possível confundir os planos de governo dos candidatos ao estado que vão agora disputar o 2° turno. Dentre o gringo e o jovem empreendedor, são as mulheres e os trabalhadores que saem perdendo.

Eduardo Leite (PSDB), com a imagem de jovem e “novo”, na íntegra de seu plano de governo não apresenta nada de diferente. Defende abertamente entregar as estatais do Rio Grande do Sul; além de parcerias público privadas (PPP) para a execução dos serviços que hoje são públicos; e mais cortes na saúde e na educação. E em resumo, descarregar o pagamento da dívida do estado com a união, nas costas da classe trabalhadora.

Tudo isso já vem acontecendo nos anos de governo do Sartori (MDB). Só nos dois primeiros anos do mandato foram cerca de 900 milhões de reais cortados da educação e 150 milhões de reais cortados da saúde. Sua candidatura é uma afronta a todos os gaúchos que sofrem todos os dias com o reflexo da crise.

Na educação foram esses cortes no orçamento que resultaram em milhares de turmas da rede estadual de ensino fechadas; no salário parcelado dos professores (que chegou ao cúmulo de depositar uma parcela de apenas R$350,00). Ao mesmo tempo que foi Sartori o responsável por oprimir os professores grevistas, de 2017, utilizando de ameaças de corte de ponto. Na saúde em 2017, ocupou o lugar do 2º estado brasileiro com mais crianças e adolescentes na fila de espera por cirurgias; e o com mais de 38mil pacientes na fila para cirurgias eletivas (alguns esperam desde 2009), ocupando a 4º posição dentro do país.

Em conjunto a todos esses ataques, o ex-prefeito de Pelotas quer aprofundar ainda mais o sofrimento do povo gaúcho com o descaso e sucateamento dos serviços públicos para dar sequência a política de privatização que já vem ocorrendo no Governo Sartori . Foi durante a gestão de Eduardo Leite em Pelotas que ocorreu a escandalosa denúncia da suspeitas de fraudes dos exames pré-câncer Papanicolau que era realizado na rede pública do município. Onde os exames de pré-câncer eram analisados em um laboratório particular e teriam sido analisados apenas por amostragem, onde em cada 500 exames apenas 5 teriam sido analisados de fato. A suspeita de fraudes foram dada pelos servidores públicos da saúde que fizeram um levantamento de dados, onde viram que os exames que eram analisados pelo laboratório, 100% deles dava resultado negativo para câncer.

O memorando foi enviado ano passado para Secretária da Saúde de Pelotas, e já era sabido pela Prefeitura da gestão de Leite sobre as denúncias a mais ou menos 1 ano, denúncias essas que resultou em centenas de mulheres sem diagnóstico que desenvolveram câncer e levaram algumas à mortes. Esse é o verdadeiro caráter das parcerias público privadas adotadas e defendidas por Eduardo Leite. Se trata da precarização dos serviços públicos, da mercantilização da saúde pública e da objetificação da vida humana.

Ainda, como uma atitude de extremo mau gosto, escancarando o cinismo do candidato. Leite adota, em suas redes sociais o laço rosa, que é símbolo do Outubro Rosa (mês de prevenção ao câncer de mama e de colo de útero). Ele ignora o escândalo e o crime que foi o processo de amostragem dos exames das mulheres que estão pagando com as próprias vidas.

Enquanto Sartori é o responsável pela negociação e vendas de ações do Banrisul a preço de banana e que está até sendo investigada pela justiça por possíveis irregularidades. E pela extinção de diversas das nossas fundações; Leite tentou privatizar os serviços de água e esgoto de Pelotas.

A saída para a crise do Rio Grande do Sul está na mobilização e no enfrentamento aos interesses dos capitalistas, dos políticos golpistas como Sartori e Eduardo Leite aliados de Temer e da extrema direita de Bolsonaro que se fortalece no estado. Para que a crise seja paga pelos capitalista defendemos fim do pagamento da dívida pública, fim das isenções fiscais, confisco dos bens dos sonegadores e ocupação e estatização das empresas que ameaçarem a sair do estado fugindo dessas medidas. Isso só pode ser obra da mobilização e organização dos trabalhadores. Nós do MRT levantamos esse programa porque queremos que sejam os capitalistas que paguem pela crise.




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