Política

SARTORI

Sartori destruiu a saúde gaúcha

O governo Sartori aplicou cortes absurdos na saúde e o resultado aparece nas absurdas filas para cirurgias, na falta de médicos nas UBS’s, na escassez de medicamentos e na superlotação dos hospitais e UPA’s.

quarta-feira 19 de setembro| Edição do dia

Em 2015 o governo estado decretou o corte de 20% na Saúde, Educação, Transporte e Segurança usando a justificativa de enfrentar o rombo de RS5,4 bilhões no financeiro; essa medida implicou inclusive no parcelamento de salário dos professores das escolas públicas. Já em 2016 deixou de aplicar quase RS1 bilhão na saúde – infligindo a lei federal de 2012 que determina o investimento de 12% das receitas no SUS. E em 2017 esses números refletiram na queda de investimentos de até 11,2% na saúde e na educação.

Esses cortes impostos por Sartori são o reflexo de um governo que empurram a crise econômica para cima dos trabalhadores e da população pobre. Com ênfase nos índices absurdos que apontam que o Rio Grande do Sul, em 2017, ocupou o lugar do 2º estado com mais crianças e adolescentes na fila de espera por cirurgias; e o com mais de 38mil pacientes na fila para cirurgias eletivas (alguns esperam desde 2009), ocupando a 4º posição dentro do país. Só em Caxias do Sul, até maio de 2018, eram mais de 4.451 pessoas esperando por meses para ser operadas.

O descaso com a saúde pública escancara o caráter elitista desse governo. Sartori não importa nenhum pouco com a vida dos pacientes; muito pelo contrário, está deixando os trabalhadores e a população pobre para morrer quando tira da saúde e da educação para a dívida com a União. Se preocupa exclusivamente com a manutenção da riqueza dos banqueiros e dos grandes empresários locais que tem isenções fiscais dentro do estado.

Também não podemos esquecer que Eduardo Leite, quando prefeito de Pelotas, destinou dezenas de mulheres à morte com a amostragem nos exames de câncer. São candidatos como Sartori e Eduardo Leite, que apoiaram o golpe, que vão aplicar ainda mais ajustes, vender nosso estado e terceirizar ainda mais nossos serviços.

​Não há perspectivas favoráveis à classe trabalhadora através da manutenção dessa democracia degradada, e não vai ser votando no PT com todos os compromissos que Haddad já está fazendo com o mercado e os golpistas que vamos mudar essa situação. É necessário lutar pela construção de um partido revolucionário que seja capaz de enfrentar a direita de forma independente do PT; e que não coloque o lucro dos capitalistas acima da vida humana.




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