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RIO GRANDE SUL

Sartori anuncia escandaloso pacote de demissões e privatizações

segunda-feira 21 de novembro| Edição do dia

Empresas estaduais seriam extintas e privatizadas ou federalizadas. Os funcionários celetistas seriam demitidos. A contribuição previdenciária aumentaria, os salários continuariam sendo parcelados e o décimo terceiro seria pago com atraso até 2020.

Sartori falou de esperança e justiça social no seu discurso. Mas mostrou suas verdadeiras inspirações elogiando Margareth Thatcher, a primeira ministra da Inglaterra responsável pelo início do neoliberalismo.

A Corag (Cia Rio-grandense de Artes Gráficas) será extinta na proposta de Sartori, assim como nove fundações (CIENTEC – Fundação de Ciência e Tecnologia; FCP - TVE – Fundação Cultural Piratini; FDRH – Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos; FEE – Fundação de Economia e Estatística; FEPAGRO – Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária; FEPPS – Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde; FIGTF – Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore; FZB – Fundação de Zoobotânica; METROPLAN – Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regionalização Administrativa e dos Recursos Humanos ) e uma autarquia, a SPH, de portos e hidrovias. Todos os funcionários celetistas desses órgãos serão demitidos.
As 4 empresas que Sartori quer privatizar ou federalizadas, são as seguintes: CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), CRM (Companhia Rio-grandense de Mineração), SULGÁS (Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul) e a CESA (Companhia Estadual de Silos e Armazéns). Para fugir da necessidade de um plebiscito, Sartori vai apresentar propostas de emendas à constituição (PEC).

Para os servidores, nada de bom se anuncia. Seguirão os parcelamentos e os escalonamentos, o décimo terceiro salário será pago em duas parcelas, uma no final do ano e outra no ano seguinte, seguindo dessa maneira parcelada até 2020. A contribuição previdenciária também vai subir dos atuais 13,25 para 14%. Os policiais militares também serão afetados com uma série de cortes.

Para os empresários, Sartori promete manter 70% dos subsídios. A Federasul (Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul) saiu rapidamente declarando apoio às medidas de Sartori.




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