Educação

RIO GRANDE DO SUL

Sartori acusa CPERS de Fake News, mas confirma terceirização e demissão de funcionários

Governo Sartori acusa CPERS de espalhar 'fake news' sobre demissão e terceirização de trabalhadores da educação no Rio Grande do Sul, mas confirma demissão e terceirização de postos de funcionários de escolas, como se fossem menos importantes que professores. Um ataque inadmissível!

quarta-feira 18 de abril| Edição do dia

O governo Sartori soltou duas notas recentemente acusando o CPERS de fazer “terrorismo” contra o magistério e espalhando “fake news” de que o governo pretende terceirizar a educação, como se pode ver nessas duas notas aqui e aqui. Dizem que as ameaças de terceirização da educação por parte do governo são boatos, mas na mesma nota reafirmam que pretendem, sim, demitir funcionários de escola, como se fossem trabalhadores da educação de segunda escala. Nas notas em link acima, lê-se o seguinte:

“Não há qualquer plano de terceirização de professores em andamento.

Em relação aos apontamentos do TCE referentes aos funcionários de escolas (merendeiras e secretários), o Governo do Estado está estudando medidas adequadas para que o atendimento tenha continuidade sem prejuízo às escolas, aos servidores e, principalmente, aos alunos, tratando-se de irresponsabilidade a divulgação de qualquer tipo de previsão, meta ou prazo para demissões destes trabalhadores e trabalhadoras que ajudam a fazer a Educação do Rio Grande do Sul.”

Ou seja, não falam em terceirização de professores neste momento, mas tergiversam em um longo parágrafo para concluir que de fato pretendem demitir funcionários de escola (merendeiras e secretários). Se conhecessem a realidade da escola e da educação pública, saberiam da importância fundamental que os funcionários cumprem para manter a escola e garantir que haja educação de qualidade na rede pública.

Trata-se de um grande ataque à educação pública do estado. Com as demissões, milhares de funcionários serão jogados nas ruas e muitos ampliarão a já absurda taxa de desemprego no Rio Grande do Sul. A “saída” que o governo Sartori dá é terceirizar esses serviços, aprofundando o seu sucateamento com salários mais baixos e direitos a menos.

É preciso que o CPERS organize uma grande assembleia geral de todos os educadores para organizarmos um plano de lutas para barrar todos esses ataques.




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