Sarah Winter organiza reacionário Congresso Antifeminista contra a legalização do aborto

Sarah Winter, conhecida por ser "ex-feminista" e agora apoiadora assídua de Jair Bolsonaro, organiza I Congresso Antifeminista, segundo ela para debater o que chama de "malefícios do Movimento Feminista ao progresso de uma sociedade livre e segura para as mulheres de nosso país".

terça-feira 24 de julho| Edição do dia

4 mulheres morrem todos os dias por terem como única opção clínicas clandestinas para realizarem abortos; uma mulher é assassinada a cada 2 horas no Brasil, sendo aqui o país que mais mata transsexuais do mundo, e mesmo assim a ex-feminista Sarah Winter coloca na conta do "Movimento Feminista" a ausência de uma "sociedade livre e segura para as mulheres".

Como pode Sarah Winter, que adotou este nome artístico como homenagem a uma alemã nazista, se pretender porta-voz de algum progresso para a sociedade com relação às mulheres?

Além disso, ela se tornou popular por compartilhar de muitas ideologias fascistas, sendo grande entusiasta de Plínio Salgado, fundador do integralismo no Brasil.

Já chegou ao ridículo de fazer inclusive greve de fome contra a legalização do aborto

Contra tudo o que Sarah defende, a única forma de se alcançar uma sociedade sem opressão é lutando lado a lado de todos aqueles que se indignam com as milhares de mulheres negras e pobres que não têm acesso a aborto seguro e gratuito, como está ocorrendo no forte movimento feminista que se levanta na Argentina pela legalização do aborto. Apenas isso pode de fato ser o pontapé de qualquer conquista para as mulheres, e avançar para unificar o conjunto da classe trabalhadora, na qual as mulheres são maioria, questionando todas as formas de opressão e exploração impostas pelo capitalismo.




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