Política

VICE DE ALCKMIN

Saiba quem é e do que é acusada Ana Amélia, vice de Alckmin e Senadora do PP

Latifundiária e autora de lei para criminalizar protestos, a Senadora Ana Amélia (PP) foi a escolhida do “centrão” para ser a vice na chapa presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB).

quinta-feira 2 de agosto| Edição do dia

Natural do Rio Grande do Sul, Ana Amélia Lemos começou a vida profissional fazendo carreira na RBS, afiliada gaúcha da Rede Globo. Iniciou sua carreira política acumulando cargos enquanto era diretora da emissora em Brasília, por meio do nepotismo, ocupando em 1986 um cargo no gabinete de seu marido Octávio Omar Cardoso, senador biônico da ditadura militar pelo ARENA e depois PDS. Apesar de ser diretora da RBS, o cargo que ocupava era de oito horas diárias, e ela o exerceu entre junho de 1986 e março de 1987.


Portaria de nomeação de Ana Amelia Lemos ao cargo no gabinete do marido em 1986

“Arrependida”, a senadora declarou, décadas depois: “O fato existe. Foi um erro de quase 30 anos passados, quando exerci uma função de assessoria com um salário baixo, para o meu marido. Mas foi antes de 1988, antes da Lei de Nepotismo.”

Mas não foi só a entrada na política que o casamento com o Senador da ditadura militar lhe rendeu: falecido em 2011, deixou a herança a Ana Amélia de seu latifúndio – fazendas de gado no RS no valor de R$ 4.738.538,78 , além de 680 hectares com 600 cabeças de gado em Goiás. Ana Amélia é uma representante da bancada ruralista, uma das mais poderosas e reacionárias do congresso, responsável por leis que garantem o desmatamento, a superexploração de trabalhadores no campo, e, mais recentemente a proibição de venda de alimentos orgânicos e o aumento do uso de agrotóxicos.

Também foi autora da Lei Antiterrorismo, aprovada durante o governo Dilma, feita com o propósito de criminalizar protestos e movimentos sociais, e que foi amplamente usado, por exemplo, para reprimir os protestos contra a Copa do Mundo em 2014. Veja defesa de Ana Amélia da lei, se “embasando” no “combate ao Estado Islâmico” (sic) em 2015:

Mais recentemente, a senadora voltou a usar um absurdo suposto "combate ao terrorismo" para tentar vincular o PT a organizações terroristas. Após entrevista de Gleisi Hoffmann à emissora árabe Al Jazeera, a senadora intencionalmente fez uma declaração confundindo a rede televisiva com a organização terrorista Al Qaeda.

Ela disse em sua fala sobre a entrevista: “Eu só espero que essa exortação feita pela senadora presidente do PT não tenha sido para convocar o Exército Islâmico para vir ao Brasil fazer as operações de proteção ao partido que perdeu o poder e agora parece ter perdido também a compostura e o respeito, e o apoio popular”. Veja fala completa abaixo:

Além disso, a senadora é acusada de omitir a propriedade de bens móveis e imóveis na declaração feita à Justiça Eleitoral, nas eleições de 2014, incluindo uma fazenda de R$1,9 milhões no Rio Grande do Sul.




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