Política

O NOME DOS BANQUEIROS

Saiba quem é Henrique Meirelles, presidenciável, queridinho dos bancos, da JBS e porta-voz das reformas

Com o aprofundamento da crise política do governo Temer, a mídia golpista, assim como alguns partidos que buscam um grande acordão pela impunidade dos corruptos por um lado, e pela manutenção do calendário das reformas e ataques aos trabalhadores por outro, começam a postular seus candidatos em uma provável eleição indireta. Um dos nomes mais cotados, Henrique Meirelles, é o atual ministro da fazenda de Temer e intransigente defensor das reformas antipopulares, e possui uma historia intrinsecamente ligada à JBS, empresa revelada como o grande ‘caixa-forte’ na compra de políticos do congresso brasileiro.

Raphael Mouro

Twitter: @Mouro_77

terça-feira 23 de maio| Edição do dia

A saída para os defensores da reforma da previdência e da reforma trabalhista - sejam eles do partido midiático, seja em parte a burguesia nacional, infeliz com o revés que foi causado pela crise política ao seu calendário de ataques contra os trabalhadores - se encaminha para que a decisão sobre o nome que assumirá em uma queda de Temer esteja nas mãos dos deputados e senadores corruptos através das eleições indiretas, a saída mais fácil para recolocar as reformas na ordem do dia novamente.

Henrique Meirelles já declarou que se Michel Temer deixar o cargo ele coloca seu próprio nome à disposição para seguir comandando a equipe econômica. Também declarou que com ou sem Temer, o objetivo de Meirelles é aprovar as reformas contra os trabalhadores. Meirelles tem sido protagonista nos últimos anos como o ‘homem dos bancos’, desde sua participação nos governos Lula e Dilma, por ter proximidade com monopólios de empresas nacionais como a JBS, inclusive tendo assumido, de 2012 a 2016, o Conselho de Administração da J&F, holding que controla também o frigorífico JBS/Friboi.

Nomeado em 3 de março de 2012 para o comando do conselho consultivo da J&F, holding que, além da JBS, controla outras seis empresas do grupo, com uma receita total estimada em 65 bilhões de reais, fica difícil imaginar que todo o processo de compra de quase 1900 políticos através de propina não tenha a participação direta ou indireta de Meirelles.

Em março de 2016, quando seu nome já era cogitado para um eventual governo do então vice-presidente Michel Temer do governo Dilma, Meirelles assumiu a presidência do Banco Original, também pertencente ao J&F. Ele deveria fazer da companhia - uma pequena instituição que dava crédito a fornecedores da empresa -o principal banco digital do país. Convidado por Temer para assumir a Fazenda, Meirelles deixou o grupo em maio de 2016 e passou a ser protagonista direto da série de ataques aos trabalhadores organizados pelo governo golpista.

Nas ultimas delações envolvendo a JBS, era o "rapaz trabalhador", segundo Joesley Batista e Temer, em conversa vazada semana passada. Hoje é arquiteto, mentor técnico do projeto golpista da burguesia para fazer os trabalhadores pagarem a crise capitalista com a reforma da previdência, reforma trabalhista, e mentor da PEC 55 do teto dos gastos, além de responsável pela privatização da CEDAE.

O entreguista é nome preferido do banqueiros

Também foi o que pensou a ofensiva de privatizações de portos, aeroportos, do pré-sal e de entrega de setores estratégicos da economia para o capital imperialista internacional.
Tudo isso em função do enriquecimento do setor financeiro e a fins do pagamento da Dívida Pública, mecanismo de enriquecimento de banqueiros bilionários e capitalistas corruptos como seu parceiro Joesley Batista.

Logo que se agravou a atual crise política, não tardou em tentar acalmar representantes de bancos e investidores e reforçar a sua disposição em implementar as reformas em meio à turbulência política que derrubou as bolsas de empresas nacionais e fez com que o pregão chegasse a ser interrompido. Durante os últimos dias, tem sido, mais do que nunca, o garoto de recados do FMI e ufanista desesperado em busca de investidores nacionais e internacionais na tentativa de dar uma (parca) garantia para os empresários, partindo do discurso que as reformas e os ataques aos trabalhadores continuarão.
Por esse trânsito entre reuniões patronais e salas de estar dos grandes monopolistas do setor financeiro, se alça como um grande nome apoiado pelo mercado para a vaga até 2018, caso caia ou renuncie Temer.

Com a crise econômica, o governo golpista e grandes empresários como os Batistas da JBS aliados com os serviçais do capitalismo imperialista como Meirelles querem aprofundar todos os ataques contra os trabalhadores e fazer com que paguemos esta crise pela qual não somos nós os responsáveis com reformas da previdência, trabalhista e terceirização irrestrita.

Diminuem nossos salários, acabam e precarizam nossos empregos, sucateiam nossa educação e acesso à saúde pública, querem que trabalhemos até morrer sem direito a nos aposentar, terceirizando tudo e sob piores condições de trabalho e de vida para continuar lucrando e garantindo seus lucros! Nossas vidas valem mais do que seus lucros!

É a hora de derrotar as reformas, de armarmos nova greve geral, organizando comitês pela base com milhares em todo o país, levantando uma nova Constituinte Livre e Soberana que impeça estes ataques aos nossos direitos, revogue todas as medidas antipopulares, privatizações e entregas das empresas estratégicas, assim como anule todas as reformas em curso.




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