STJ libera resultados do Sisu, após sequência de erros grotescos de Weintraub

Devido a erro, nesta manhã, terça-feira (28), alguns candidatos conseguiram acessar o resultado do Sistema de Seleção Unificada (SISU) por alguns instantes, mesmo depois decisão judicial suspender a publicação da mesma. Entretanto, No fim dessa tarde, STJ atende governo e libera a divulgação dos resultados.

terça-feira 28 de janeiro| Edição do dia

Nas semanas anteriores, o MEC já havia notificado que ocorreram erros nas notas do ENEM, dando um período relâmpago para a notificação por parte dos estudantes e tentando se isentar da culpa ao colocar a responsabilidade na gráfica que imprimiu as provas. Após isso, uma parcela dos vestibulandos queixaram-se sobre suas notas. O Sisu seguiu, mas a desembargadora Therezinha Cazerta exigiu que fosse comprovado que o erro na correção das provas do Enem 2019 estivesse totalmente solucionado antes que se divulgassem o resultado do Sisu. Mesmo assim, as notas foram divulgadas nesta manhã e em seguida o MEC soltou a seguinte nota:

"O Ministério da Educação informa que as listas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2020 visualizadas, por alguns minutos, na manhã desta terça-feira (28), não representam o resultado oficial. Em razão de decisão judicial, a divulgação do resultado final continua suspensa".

O MEC diz ter identificado todos os afetados e consertado as notas, das quais somam mais de 40 ações protocoladas em diversos estados, por isso, o ministro João Otávio de Noronha, já derrubou decisão.
Pouco se sabe, entretanto, a veracidade do fato, justamente por ter sido um processo relâmpago e sem nenhum acompanhamento público. Sendo a própria divulgação das notas nesta manhã, uma amostra do descaso ensurdecedor de Weintraub, Bolsonaro, Enem e Inep que prejudica o ano letivo e as inscrições dos que tentam adentrar o filtro social e racial a fim de estudar em uma universidade pública.

Leia a declaração da juventude Faísca sobre os erros no ENEM

Frente aos erros no ENEM, defendemos a necessidade de uma investigação independente com a participação das entidades estudantis, sindicais, professores e representantes dos movimentos sociais para assegurar que de fato se busque resolver o drama de milhares de estudantes e a garantia da lisura do processo o mais rápido possível para que nenhum estudante seja, ainda mais, prejudicado. É um absurdo que p ministro da educação Weintraub, que já demonstrou diversas vezes que não se importa com os estudantes, continue a frente do Ministério da Educação, por isso defendemos o Fora Weintraub, a partir da auto-organização e da aliança dos setores estudantis e de trabalhadores.




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