STF manda prender Sara Winter e seu grupelho, é possível derrotar o fascismo com a mão do Estado?

A racista Sara Winter, aprendiz da Ku Klux Klan no Brasil, foi presa nesta manhã (15/06) pela polícia federal em Brasília. O mandado de prisão foi autorizado por Alexandre de Moraes, ministro do STF, usando a Lei de Segurança Nacional herdada da ditadura militar.

segunda-feira 15 de junho| Edição do dia

O mandato de prisão espedido pelo STF tem como base o inquérito que investiga movimentos antidemocráticos, como o de Sara Winter, que há tempos vem destilando seu seu racismo, sua transfobia e seu ódio contra os trabalhadores e demais setores oprimidos. Uma racista declarada que junto a outros psicopatas organiza o grupo racista e fascista autointitulado "300".

Hoje pela manhã, ela e outros 5 indivíduos do seu grupo inspirado na Ku Klux Klan, e em grupo neonazista ucraniano foram detidos preventivamente em base a Lei de Segurança Nacional, uma lei herdada da ditadura militar. Nosso total ódio e rechaço a Sara Winter e seu grupo deve vir acompanhado, também, da mais absoluta clareza que não será das mãos do Estado que se esmagará os racistas e fascistas. Nunca é demais lembrar do papel reacionário do STF e o poder judiciário, que desde sempre seguem encarcerando em massa a juventude negra no Brasil e que agora se apoiam numa lei que pode ser usada para perseguir a esquerda e os trabalhadores.

Não é possível esmagar o fascismo com as mãos do Estado burguês

Posto nosso ódio à racista Sara Winter, deixando claro que não temos nenhum átomo de solidariedade a essa reacionária apoiadora de Bolsonaro, queremos aqui alertar os trabalhadores que não podemos nos iludir com esta medida do STF e da Procuradoria Geral da República (Bolsonarista) contra a extrema-direita.

Supondo que o Estado desarmasse agora os fascistas no minuto seguinte os armariam com o dobro de intensidade. A lei usada pela PGR, a mesma que blinda Bolsonaro e seus filhos e as muitas suspeitas de ligação com forças paramilitares como as milícias cariocas, e pelo STF é a Lei de Segurança Nacional. Um entulho autoritário da ditadura militar, que também é usada pelo poder Judiciário e pelo executivo contra a esquerda e os movimentos sociais, uma lei reacionária que, por exemplo, aterroriza grevistas de serviços estratégicos. O passo que o STF dá contra a extrema-direita hoje com esses fundamentos autoritários pode facilmente voltar-se contra os trabalhadores e a esquerda amanhã.

É também necessário ter claro que a extrema-direita está entremeada aos órgãos de repressão do Estado, que não pretende cortar em sua própria carne, cortando seus cães de guarda. Ela está no governo, no próprio Judiciário, está nas Forças Armadas e fortemente enraizado na polícia desde o seu DNA racista. Portanto, o Estado burguês é responsável de alimentar a extrema-direita cotidianamente, não é possível combater a extrema-direita sem combater o capitalismo e o Estado que o serve.

Cabe lembrar também que hoje o STF que se postula como defensor da democracia, é o mesmo STF responsável pelo golpe institucional de 2016. Trata-se do mesmo poder judiciário que prendeu Lula arbitrariamente, o retirando da disputando eleitoral, sequestrando o direito democrático de milhões votarem nele se assim quisessem, e assim abrindo ainda mais caminho para Bolsonaro. Então não, não será das mãos do Estado burguês que combateremos o fascismo.

Não é possível esmagar esses grupos fascistas, como também derrotar esse governo de extrema-direita e militares, confiando que o STF tem interesse em varrer a extrema-direita. Somente uma luta consequente nas ruas, desenvolvendo o ódio da juventude e dos trabalhadores ao racismo e a extrema direita, impondo uma frente única entre todas as organizações da classe trabalhadora, seus sindicatos e centrais sindicais, pode abrir caminho para impor um programa que dê resposta a crise econômica, sanitária e política e mandar o fascismo de volta para onde pertence: a lata do lixo da história.

Essa luta só é possível com a superação da paralisia sindical imposta pelas grandes centrais, orientadas pelo PT, PCdoB que ao invés de batalharem agora contra o bolsonarismo preferem esperar até as eleições de 2022 para um incerta tentativa eleitoral enquanto diversos ataques aos direitos trabalhistas e democráticos vão ocorrendo.

Na opinião do Esquerda Diário e do MRT, que durante todo esse tempo vieram denunciado cada novo ataque aos trabalhadores e a já degradada democracia burguesa, o caminho para esmagar a extrema-direita é a mobilização independente da classe trabalhadora nas ruas e nos locais de trabalho e estudo, constituindo uma poderosa frente única da nossa classe, pois como a história já mostrou, o fascismo deve ser esmagado pela luta de classes.




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