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SP tem 2 milhões de m2 de imóveis sem uso

quarta-feira 2 de maio| Edição do dia

De acordo com levantamento do Departamento de Controle da Função Social da Propriedade da Prefeitura de SP feito em 2016, a cidade possuía 2 milhões de metros quadrados não utilizados na cidade. 63% são de edifícios vazios, 26% de terrenos e 11% em construções inacabadas.

A imensidão da área mostra a realidade da maior cidade do país: a da especulação de 1% que detém imóveis que equivalem a 45% do valor do mercado imobiliário, a custas de centenas de milhares de famílias que vivem na corda bamba do aluguel. É diante desse cenário, com o desemprego e a pobreza, que famílias se organizam e participam de ocupações de prédios e terrenos, buscando garantir um pedaço de chão para seus filhos dormirem.

Enquanto as vozes mais asquerosas da grande mídia fazem coro com o prefeito João Dória(PSDB) e buscam criminalizar o movimento por moradia diante dessa tragédia, ainda não sabemos o paredeiro de 29 pessoas que constam como desaparecidas. Não sabemos se Ricardo, o carregador de caminhão que dramaticamente vimos desaparecer com o edifício, após salvar 4 crianças, faleceu em meio aos escombros. Os possíveis mortos diante dessa tragédia não são vítimas de uma fatalidade, os governos, financiados pelas grandes construtoras e sua especulação, são os responsáveis por essa situação. Temer não foi expulso do local do acidente a toa.

A queda de um prédio da União, da maneira como foi, possui uma série de fatores a se esclarecer, no país campeão do incêndio criminoso pela máfia da especulação. Uma coisa é certa: é necessária uma reforma urbana radical nas grandes cidades. Os trabalhadores e o povo pobre que ainda possuem um pedaço de chão, deixam suas vidas no transporte urbano, mal podem dormir com rotinas exaustivas pela distância de suas casas. Outros são obrigados a viver em prédios com risco de desabamento como o do Paissandu, no frio da lona preta de terrenos. É necessário acabar com a especulação imobiliária, expropriando sem indenização os edifícios, terrenos e mansões das famílias e empresas mais ricas das grandes cidades.

Somente um plano de distribuição e obras públicas pode garantir moradia digna para todas as famílias que necessitam. É preciso acabar de vez com essa triste realidade de tanta casa sem gente, e tanta gente sem casa.




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