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SP: Dois terços dos mortos pela COVID são os mais pobres, fruto das políticas do governo

Segundo estudo do site MedidaSP, divulgado pelo portal G1, 65,9% das mortes por Covid na grande São Paulo ganhavam menos de 3 salários mínimos. O número de mortes entre os de mais baixas rendas é altíssimo na região e mostra uma imagem do descaso dos governos com os mais pobres.

quarta-feira 17 de junho| Edição do dia

Imagem: SPTV

As causas dos números muito mais altos de morte entre os mais pobres são várias. São 65,9% dos mortos por COVID-19 entre os que ganham até 3 mil reais. Praticamente dois terços dos mortos da Grande São Paulo. Para chegarmos a este absurdo número se somam o acesso precário à saude dessas famílias, as condições nunca garantidas pelo Estado para que se pudesse fazer isolamento, e os ataques trabalhistas que as MPs de Bolsonaro enfiam goela abaixo dos trabalhadores.

As já enormes desigualdades que tínhamos antes da pandemia só crescem em resultados com a crise sanitária. Entre as pessoas que não podem fazer o isolamento, e seguiram trabalhando, como os entregadores por exemplo, e também outros setores, ou entre os que tiveram contratos suspensos, as consequências da crise da pandemia são pagas por aqueles em situação mais precária.

Não à toa a Brasilândia é um dos lugares na capital com mais casos de COVID-19. O descaso do Governo João Doria obriga os próprios moradores de comunidades a se organizar para evitar piores consequências.

Mas a falta de leitos no SUS, somado a destruição das condições financeiras de alguns, ou a obrigação de se manter em risco nas ruas, sem qualquer tipo de garantia de segurança, para poder seguir pondo comida na mesa, faz com que a população de rendas mais baixas sofra mais com o vírus.

A falta de testes para identificar o vírus e garantir um isolamento inteligente não foi feita, e é nesse cenário que os governos iniciam a reabertura dos comércios, como SP também faz. É preciso ainda exigir dos governos que garantam testes massivos para a população, ao invés de deixar crescer as estatísticas da população mais pobre vítima da COVID-19. O direito ao isolamento é parte fundamental dessa garantia, e em grade parte das favelas na cidade essa garantia não existe.

A corrosão da renda da população também é algo que afeta as condições de sobreviver frente à pandemia, e obriga muitos a se arriscarem. Por isso parte importante de garantir as condições de trabalhadores e da população mais pobre, que perderam seus empregos, ou tiveram contratos suspenso ou salários reduzidos, é a garantia do Estado de uma renda básica que não pare nos R$ 600 que Bolsonaro e Guedes querem transformar em R$ 400, valores insuficientes para garantir o sustento de uma família, e sim garantam uma renda de R$ 2000 reais, baseada na média salarial brasileira, para garantir que um enorme número de famílias não fiquem desamparadas.




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