Gênero e sexualidade

MANIFESTAÇÃO CONTRA BOLSONARO

SP: Bloco do Pão e Rosas não marcha com golpistas e com a direita latifundiária

segunda-feira 1º de outubro| Edição do dia

Dezenas de milhares de mulheres se reuniram no Largo da Batata em São Paulo como parte do dia nacional de luta contra Bolsonaro e esta manifestação está marcada para caminhar até a Avenida Paulista, com as candidatas presidenciais tendo direito a fala: isso inclui a golpista Marina Silva, e as candidatas à vice-presidência Kátia Abreu (a Motoserra de Ouro, na chapa de Ciro Gomes) e a conciliadora Manuela D’Avila (na chapa do PT com Fernando Haddad, que ora oferece um pacto de unificação com a mesma direita que aprovou o golpe institucional.

Justamente por que foi massivo com centenas de milhares em todo o país, mais importante ainda é debater a estratégia e o combate a conciliação petista pra enfrentar a extrema direita e os golpistas.


Foto: Gabriela Biló

Como dissemos em declaração do Pão e Rosas, querem usar o movimento de mulheres para encobrir a conciliação do PT com golpistas, e não pra enfrentar a extrema-direita. O justo sentimento de ódio contra Jair Bolsonaro pode ser transformado em nada por todos estes setores que querem somente nosso voto para conciliar com golpistas, capitalistas e reacionários de todo tipo. Por isso nosso ódio contra Jair Bolsonaro precisa ser um ódio de classe. E se é um ódio de classe, nossos aliados são os trabalhadores, a juventude, as mulheres, os negros explorados e oprimidos, não os golpistas e capitalistas que nos oprimem, nos exploram e nos atacam.

Agitação do Pão e Rosas na concentração do ato em SP

Em cada local de trabalho e estudo o Pão e Rosas e todos militantes do MRT, mulheres e homens, batalhamos para levar nosso ódio a Bolsonaro e toda extrema direita às ruas. Mas o combate à direita não pode ser feito de braços dados com Kátia Abreu nem com Marina Silva, nem em nome de um pacto que o PT e PCdoB oferecem aos golpistas e ao mercado para aceitar uma reescrita do regime político do país.

Quem poderia imaginar possível que escravocratas como Kátia Abreu ou Ana Amélia, a golpista Marina Silva, mas também aquelas que querem nos fazer conciliar com essa direita - como Manuela D’Ávila - podem nos ajudar a vencer Bolsonaro? O PT e o PSOL defenderam, durante a organização do ato, que todas as presidenciáveis e vices pudessem falar no microfone; nos opusemos ferrenhamente a isto. Não há unidade possível com as ruralistas e escravocratas. Por isso, nosso bloco do Pão e Rosas não marchou junto ao ato em SP.

Junto a centenas de mulheres, Maíra Machado, candidata a deputada estadual pelo MRT em São Paulo retomou a posição do Pão e Rosas que foi levada em panfleto ao ato (leia neste link) e fez parte de uma luta cotidiana na preparação aos atos para que estes não fossem palanques para a conciliação e para inimigas das mulheres.

O Pão e Rosas chama as mulheres a seguir lutando contra Bolsonaro e a extrema direita sem ser massa de manobra da política petista de conciliação com os golpistas escravistas, defendendo uma saída anticapitalista para que sejam os patrões aqueles que paguem pela crise.




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