Gênero e sexualidade

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

SJC será palco de grande manifestação de mulheres contra Bolsonaro

A manifestação das mulheres contra o Bolsonaro em São José dos Campos marcada para o dia 29/09 tem de tudo para ser histórica para a cidade. Até agora, são 5,7 mil mulheres indicando presença na manifestação que materializa o enorme rechaço de massas ao reacionário Jair Bolsonaro.

segunda-feira 17 de setembro| Edição do dia

Não satisfeito em mostrar o seu medo hackeando um grupo que tinha mais de duas milhões de pessoas, os seguidores de Jair Bolsonaro resolveram fazer uma manifestação no dia seguinte do grande ato contra o Bolsonaro. Organizado pela direita São Paulo, o ato tem até agora apenas 619 confirmados no evento do Facebook: um número que está muito aquém da manifestação contra o reacionarismo, machismo e racismo do candidato que cujas ideias pararam no tempo há mais de um século.

Esse desespero daqueles que apoiam a candidatura de Jair Bolsonaro mostra que querem a todo custo apagar a enorme crise de legitimidade que o candidato vai enfrentar caso seja eleito. As pesquisas fake news que afirmam que Bolsonaro vai ganhar no primeiro turno, a tentativa tola em hackear um grupo de mais 2,2 milhões contra o Bolsonaro e colocar que o grupo apoia o Bolsonaro apenas confirma que quem está desesperada é a direita.

Ser contra Jair Bolsonaro é ser contra o machismo, homofobia e o racismo asqueroso do candidato, mas também é ser contra as medidas de ajustes que anunciou implementar através do seu ’’Posto Ipiranga’’ chamado Paulo Guedes. É ser contra os privilégios que este candidato usufri, é ser contra seus ataques seus programas de privatização, seu programa de apoio a empresários e banqueiros, é ser contra seu apoio a reformas antipopulares como a trabalhista e a da previdência.
É ser contra os discursos pró-ditadura militar e em defesa da tortura, como fez o deputado na sessão que votou o golpe institucional na câmara dos deputados, é ser contra a criminalização da esquerda e de suas lutas. É ser contra a lógica de gangue de como funciona os apoiadores de Bolsonaro, que fazem de tudo para silênciar as vozes criticas a Jair Bolsonaro, chegando ao ponto de hackear um grupo de mais de 2 milhões de pessoas contra o candidato do PSL.

É por isso que os apoiadores de Bolsonaro possui tanto medo assim. Na verdade, o medo deles é que exista setores de massas que saiam em defesa das demandas das mulheres, dos LGBTs, dos negros e dos trabalhadores e que para defender este direito, tem que passar por cima de Jair Bolsonaro e de qualquer outro candidato golpista ou da extrema-direita que se coloque contra estes setores.

O rechaço contra Jair Bolsonaro tem que se chocar com as raízes que o sustentam, contra o reacionarismo deste regime e contra os golpistas. Por isso, além de dizer que somos contra o Bolsonaro, temos que dizer que somos contra o golpe institucional e todos os seus desdobramentos com o autoritarismo judiciário impedindo o direito da população votar em quem quiser e também contra as medidas de ajustes que os capitalistas preparam. Para que isso aconteça, o caminho não é nas urnas, votando em alternativas de "mal menor" como Ciro ou Haddad, que são candidatos que já demonstraram que se aliam à direita e a estes mesmos setores reacionários para poder manter sua governabilidade. O único caminho viável é na luta independente das mulheres, dos jovens, dos negros, dos LGBT’s e principalmente da classe trabalhadora, que é quem pode dar uma real resposta de fundo ao avanço da extrema-direita e dos golpistas.

A luta contra o Bolsonaro, os golpistas e as medidas de ataque dos patrões também significa dizer Não às alternativas consideradas ’’mal menor". De um lado temos Ciro Gomes e Fernando Haddad que não possuem nenhum interesse em romper com a direita e muito menos querem deixar de pagar a dívida pública que beneficia a tantos banqueiros e empresários. Do outro lado, temos Geraldo Alckmin, Marina Silva & Cia, que são abertamente golpistas e ajustadores, deixando explícito que vão despejar a crise nas costas dos trabalhadores.

Lutemos para que as manifestações contra Jair Bolsonaro que vão ocorrer no Brasil inteiro faça o candidato reacionário e seus apoiadores tremam de medo. E que além disso, questionem profundamente este regime degradado dos ricos. É preciso fazer a terra tremer contra os golpistas e a extrema direita. E que as mulheres estejam a frente deste processo!




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