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SINDSASC denuncia falta de equipamentos de proteção na Sec. de Desenvolvimento Social do DF

O Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Social e Cultural (SINDSASC) do DF no dia 20 de março fez uma denúncia ao Ministério Público afirmando que faltam equipamentos de proteção individual (EPI) aos trabalhadores da Secretaria de Desenvolvimento Social.

sábado 11 de abril| Edição do dia

Em todo o país a falta do EPI é um problema generalizado e de extrema urgência no auge da pandemia, porém parte desses materiais deveriam estar disponíveis na secretaria para o uso em situações comuns. Setores de atuação sociocultural vem sendo um dos principais alvos de ataques dos governos neoliberais que avançaram por meios golpistas. A insalubridade no ambiente de trabalho, nesse momento de pandemia, afeta não só a qualidade do serviço prestado à comunidade, mas também à própria vida de trabalhadores e seus familiares ao voltarem para casa.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF), tentou mostrar serviço como um dos primeiros a tomar medidas rígidas diante da pandemia do COVID-19 no Brasil, mas a realidade de trabalhadoras e trabalhadores mostra o quanto as ações do GDF são insuficientes para a maioria que reside nas satélites e trabalham em entidades de assistência social. A procura por esses serviços disparam com o auge da crise sanitária que combina o aumento triplicado em casos de dengue com a pandemia do coronavírus.

Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) está atendendo a população numa demanda muito além de sua capacidade operacional. Em nota no dia 31/03, o SINDSASC declarou que “A assistência social está ativa, apesar do não reconhecimento por parte do Governo do Distrito Federal (GDF). E se está ativa, isso se deve exclusivamente ao empenho das servidoras e servidores. Se o atendimento não está conseguindo suprir toda a demanda é porque não temos pessoal em número suficiente, nem tampouco estrutura para o trabalho. As linhas telefônicas são em número reduzido e não há aparelhos com fones de ouvido para facilitar o trabalho”.

Chefiando o governo mais elitista desde a época de José Roberto Arruda, o atual Ibaneis traz um plano típico do neoliberalismo em curso no Brasil após golpe de 2016; reacionário, militarista, privatizador e neopentecostal. Fica cada vez mais evidente que o único compromisso que governantes como Ibaneis têm com os trabalhadores é tentar manter a exploração e submissão da classe - por mais que a esquerda reformista e passiva de Lula e o PT elogie.

Diante de uma situação caótica em que governadores e presidente brigam entre si para ver quem salva mais ricos, a classe trabalhadora é chamada a dar sua própria resposta, colocando as vidas acima do lucro. Por outro lado, a crise deixa escancarada o mecanismo da sociedade; Estado e empresários não produzem, quem sustenta o capitalismo são os próprios trabalhadores que poderiam fazer muito mais e melhor se tivessem em mãos a autonomia de seu trabalho direcionando-se a quem de fato necessita.

O objetivo de conquistar a autonomia do controle operário é viável somente através de comitês de trabalho com independência de classe (patrões não entram) e organização com democracia de base (encerramento da burocracia institucional) para validar seus interesses - estes que são opostos aos planos de Ibaneis, Bolsonaro, dos militares e dos grandes empresários que os financiam. A história e as condições atuais mostram que somente assim trabalhadoras e trabalhadores poderão articular um combate contra o coronavírus, que é também uma luta contra o estado capitalista que fará de tudo para salvar os ricos enquanto esmaga os pobres e proletários. Nesse contexto, é urgente que os sindicatos se tornem canais de expressão e luta dos trabalhadores - e não como agentes da conciliação de classe - para exigir uma solução à carência de testes e equipamentos de proteção, além de reforço no atendimento como no caso do CRAS. Nos somamos à exigência de equipamentos de proteção adequados para o trabalho dessas pessoas.

Você pode fazer uma denúncia para o Esquerda Diário via nossos canais: email [email protected], ou nosso telefone 61 98268-7278. Caso haja alguma relação de desrespeito das condições de trabalho, falta de EPIs, exposição a riscos diante da pandemia, entre outros. Denuncie! Por testes massivos já! Fora Bolsonaro, Mourão e militares!

Segue abaixo um vídeo do educador social de Sobradinho-DF Emilson Muzolon, que foi deslocado do CECON para o CRAS para suprir parte da demanda causada pela pandemia.
https://www.facebook.com/watch/?t=58&v=622244628360511




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