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EDUCADORES CONTRA BOLSONARO

SEPE aprova participação nos atos #EleNão. É preciso comitês de luta para derrotar Bolsonaro

O dia 24 de outubro marcou o “dia de lutas contra a BNCC” para os profissionais da educação do estado do Rio de Janeiro. Apesar do evento estar marcado a mais de um mês, apenas nos últimos dias as direções fizeram tímidas chamadas pelas redes sociais.

Luiz Henrique

Professor da rede estadual em Resende, RJ

sexta-feira 26 de outubro| Edição do dia

O dia 24 de outubro marcou o “dia de lutas contra a BNCC” para os profissionais da educação do estado do Rio de Janeiro. No entanto, compareceram ao ato cerca de duzentas pessoas, e na assembleia que ocorreu logo em seguida no prédio da Associação Brasileira de Imprensa, cerca de 150. A baixa adesão pode ser atribuída a falta de convocação e construção do dia de lutas junto a categoria. Apesar do evento estar marcado a mais de um mês, apenas nos últimos dias as direções fizeram tímidas chamadas pelas redes sociais.

A primeira deliberação tirada foi a adesão do SEPE em um ato no dia 26 na Central do Brasil, chamado pelo coletivo Ação Direta e Ação Popular, as 15h. Em seguida seguiu-se um debate em relação ao posicionamento do SEPE em relação ao PT e ao Haddad, onde ficou decidido que o SEPE participará nos atos pró-Haddad e #EleNão, com apoio ao PT.

Na parte final da assembleia ficou decidido que haverá no dia 24/11 um seminário na parte da manhã, seguido pela assembleia a tarde. No entanto, na hora de definir o teor deste seminário, duas propostas foram colocadas: um debate entre conjuntura e educação e um debate sobre fascismo, luta sindical e educação, vencendo a primeira proposta, defendida pela mesa. Além disso foi inserido um adendo trazendo a discussão do Congresso Estadual de Educação para este seminário.

É preciso que fique claro que na situação atual não se trata apenas de lutar pelas pautas sindicais, ou somente pela educação. Neste momento, estes são combates que não poderão serem dados por fora da luta política da classe trabalhadora, é preciso ir além das eleições para derrotar a extrema direita e as reformas. Estamos lado a lado com os profissionais da educação que sentem uma profunda repulsa contra o avanço da extrema direita de Bolsonaro e seu brutal programa de ataques, e por isso votamos contra tudo o que ele representa.

Mas nós também exigimos do SEPE, bem como das centrais sindicais como CUT e CTB, e também entidades estudantis, a construção de comitês de base para preparar um plano de luta que culmine em uma forte paralisação nacional que nos prepare para os ataques que estão acontecendo agora e também para os que ainda estão por vir após as eleições, numa luta muito mais dura que seja capaz de derrotar Bolsonaro nas ruas, além de todo o plano do golpe institucional: revogar a reforma trabalhista, a PEC do teto dos gastos, a lei da terceirização irrestrita e impedir que seja aprovada a reforma da previdência e as privatizações.
Chamamos a todas e todos trabalhadores da educação, que hoje de alguma forma combatem Bolsonaro e a base fascista que ele representa para darmos juntos este passo importante para organizar a nossa luta.




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