EDUCAÇÃO

SEEDF exclui voluntários do socioeducativo para jovens egressos

Os planos da Secretaria de Educação do Distrito Federal para o ano de 2020 passa rejeitar o trabalho voluntário na área de sócio-educação voltada para jovens infratores.

terça-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

A medida atinge sobretudo o suporte pedagógico dos Núcleos de Ensino das Unidades de Internação Socioeducativas das cidades de Santa Maria, Planaltina, Recanto das Emas e São Sebastião.

Um segmento da Secretaria tentou reverter a decisão por através de um memorando interno: “O ESV (educador social voluntário) contribui muito no nosso dia a dia. Uma vez que o mesmo desempenha um papel de auxiliar a equipe pedagógica no desenvolvimento de projetos, oficinas, palestras, campeonatos, suporte administrativo e tecnológico”.

Essa tentativa, porém, foi insuficiente. A decisão final da Secretaria respondeu que “a prioridade foi o atendimento da educação infantil, integral e especial”.
Sobre as verdadeiras prioridades do projeto de educação para a juventude do Distrito Federal no governo Ibaneis é a implantação de um modelo conservador e calcado não em uma formação consciência, sociabilidade, respeito e humanismo, mas sim no medo e na autoridade através da militarização.

Para conhecer a importância do trabalho dos socioeducadores das regiões do Distrito Federal e entorno no cuidado dos setores da sociedade mais prejudicados e excluídos pela concentração de renda e segregação imperativa na capital do país, recomenda-se o premiado documentário “Egressos”, já retratado aqui no Esquerda Diário.




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