Arte e Cultura

Ruth de Souza, atriz negra pioneira na dramaturgia brasileira

Ruth de Souza iniciou sua carreira artística aos 17 anos em 1945 no Teatro Experimental do Negro (TEN) numa peça no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Junto a Abdias do Nascimento participou de inúmeras peças do TEN onde se discutiu criticamente através da dramaturgia o racismo estrutural, a escravidão e o cotidiano de opressão e violência do negro.

quarta-feira 31 de julho| Edição do dia

Ruth de Souza que faleceu aos 98 anos no último domingo (28) no Rio de Janeiro, sua cidade natal, sem sombra de dúvida deixou um legado do pioneirismo na dramaturgia e na arte brasileira, ganhou inúmeros prêmios e homenagens, e teve que enfrentar ao longo de sua carreira o racismo enquanto uma atriz negra que ganhou espaço nas peças de teatro, filmes e na televisão.

O racismo, contra o qual ela se colocava em luta, não só tenta apagar sua memória e história de participação do TEN e da 2ª geração do movimento negro, mas também seu papel de fundamental nas artes enquanto uma atriz negra que no meio de atrizes, geralmente brancas, no cenário nacional, conquistou um espaço de destaque sempre negado aos negros.

Sua memória e história não podem ser pagadas, nem esquecidas, pois uma atriz negra que passou durante toda a carreira, por uma das piores misérias que o capitalismo pode oferecer que é a opressão racial e por ter simpatia e apreço pela luta anti-racista, deve ser lembrada e aplaudida como era nos palcos de antigamente, por sua contribuição de vida à arte e à dramaturgia nacional.




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