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Rússia acusa Estados Unidos de estar por trás do ciberataque que afetou mais de 70 países

Para o presidente russo Vladimir Putin, os Estados Unidos são “a fonte primária do vírus” e afirmou que a Rússia não tem “nada a ver” com o episódio.

terça-feira 16 de maio| Edição do dia

Para o presidente russo Vladimir Putin, os Estados Unidos são “a fonte primária do vírus” e afirmou que a Rússia não tem “nada a ver” com o episódio.

O presidente russo, Vladimir Putin, assegurou hoje que a Rússia não tem nada ver com o ciberataque global que já afetou mais de 200.000 computadores em pelo menos 150 países, e acusou o serviço secreto dos Estados Unidos de ser “a fonte primária do vírus”.

“Acredito que a direção da Microsoft tem sinalizado o serviço secreto dos Estados Unidos como a fonte primária do vírus. Rússia não tem nada a ver com isso”, afirmou Putin em uma conferência de imprensa em Pequin, onde participou no Fórum das Novas Rotas de Seda.

As instituições públicas russas “não sofreram danos importantes, nem os bancos, nem o sistema sanitário, nem outros, ainda que em geral não há nada de bom nisso e seja preocupante”, enfatizou em alusão aos efeitos do ciberataque.

Uma onda de ciberataques afetou os sistemas de informação em pelo menos 74 países na última sexta-feira. O “ransomware” WannaCry, que exige um pagamento na moeda digital bitcoin para que seja possível recuperar o acesso aos computadores, tem afetado centros de saúde no Reino Unido, grandes empresas na França e na Espanha, a rede ferroviária na Alemanha, organismos públicos na Rússia e universidades na China, entre outros.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, advertiu no domingo que o armazenamento de vulnerabilidades informáticas por parte dos governos se converteu em um padrão emergente que causa danos generalizados quando a informação se infiltra.

Temos visto vulnerabilidades armazenadas pela CIA aparecerem no Wikileaks, e agora esta vulnerabilidade roubada da Agência Nacional de Segurança tem afetado clientes em todo o mundo”, criticou Smith, pronunciando-se sobre a origem da falha no Windows que o software maligno Wannacry aproveita. Smith comparou o ataque do programa maligno Wannacry ao roubo de “armas convencionais” do exército norte-americano para exigir que os governos mudem seus “métodos” e utilizem as “mesmas normas” que regem o mundo físico.




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