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Rusiagate: Procurador-geral de Trump agora lembra de uma reunião com oficiais russos

quarta-feira 15 de novembro| Edição do dia

O procurador geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse nesta terça-feira que agora lembra de uma reunião em março de 2016 entre um ex-acessor da campanha do presidente Donald Trump e oficiais russos. O encontro é investigado pelo procurador especial Robert Mueller, que deverá dizer se a campanha presidencial de Trump foi conspirada com a Rússia.

Em seu depoimento rente à Comissão Judicial da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Sessions admitiu que participou de uma reunião na qual George Papadopoulos, do FBI, teve um encontro com oficiais russos.

A repentina lembrança de Sessions se contradiz com o que havia dito previamente em sua declaração frente ao Congresso, quando disse que não sabia de comunicações entre a campanha de Trump e a oficiais russos.

Segundo documentos jurídicos Papadopoulos disse nesta reunião que poderia usar seus contatos na Rússia para planejar uma reunião entre o então candidato Trump e o presidente russo, Vladmir Putin. Papadopoulos se transformou em colaborador na investigação aberta pelo procurador especial Robert Mueller.

"Agora lembro da reunião em março de 2016 no Hotel Trump, da qual participou o senhor Papadopoulos", disse Sessions e adicionou que “Depois de ler suas declaração e até onde eu lembro, acho que lhe deixei claro que ele (Papadopoulos) não estava autorizado a representar a campanha frente ao governo russo ou frente a qualquer outro governo estrangeiro. Rechacei sua sugestão porque pensei que era incorreta".

Como que para acabar com a situação, o procurador afirmou que não houve má intenção quando ocultou, em março, ao Congresso dos EUA, os contatos entre membros da campanha de Trump e indivíduos ligados ao Kremlin e que, simplesmente, estava muito ocupado na campanha de Trump e por isso, não lembra com claridade de alguns detalhes. E se desculpou da sua omissão dizendo que pela correria da campanha que “Era brilhante, de muitas formas. Mas também era um grande caos desde o primeiro dia.”.

Sessions está há algum tempo em uma posição incômoda. O procurador que tinha negado ter contato com os russos durante a campanha eleitoral, teve de deixar a investigação do caso sobre as eleições de novembro de 2016, ao tornar-se público que ele se havia reunido duas vezes com Sergei Kislyak, embaixador russo em Washington.

O chamado “Rusiagate” se transformou em um gerador de tensões no governo Trump. Sessions foi questionado duramente pelo presidente estadunidense que disse publicamente estar descontente com seu Procurador Geral por se separar da investigação. Mas Sessions também foi até agora um dos pontos de apoio do presidente estadunidense para impulsionar sua política de criminalização dos imigrantes.




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