Política

Ruralistas ovacionam Bolsonaro, candidato da expropriação da terra dos indígenas

segunda-feira 30 de abril| Edição do dia

A Agrishow, principal feira do agronegócio da América Latina realizada em Ribeirão Preto-SP teve em sua abertura hoje dia 30 de abril a presença do Ministro da Fazenda Eduardo Guardia e outros políticos, dentre eles o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato a presidente da República que antes da cerimônia de abertura, na entrada da feira foi o único ovacionado, recebido com aplausos, gritos de “mito” e faixas de apoio que foram estendidas às margens da rodovia de acesso.

Não surpreende tal atitude, pois Bolsonaro com seu discurso de ódio atende os interesses dos produtores com declarações como a de fevereiro de 2017 onde visando a presidência em 2018 sugeriu dar um fuzil para os fazendeiros como cartão de visita contra o MST:

"Pode ter certeza que se eu chegar lá não vai ter dinheiro pra ONG. Se depender de mim, todo cidadão vai ter uma arma de fogo dentro de casa. Não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola."

Os discursos racistas de Bolsonaro alimentam a opressão e o genocídio da população indígena para garantir o lucro dos latifundiários: afirmou que as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia: “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí”. Ele disse que foi “a um quilombo”. De lá, voltou com a seguinte percepção: “O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada. Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gasto com eles.”

Declarações reacionárias e polêmicas desse sujeito não são novidade, defensor da Ditadura Militar, apoiador do estupro, homofóbico, xenofóbico e misógeno. Conta com o apoio dos poderosos derramando sangue negro e indígena.




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