14J

Rumo ao 14J: Pedagogia Unicamp entra em greve contra cortes e reforma da previdência

Ontem, 04 de junho, mais de 150 estudantes de pedagogia da Unicamp reunidos em assembleia deliberaram por entrar em greve contra os ataques à educação, a reforma da previdência e para preparar o 14J.

quarta-feira 5 de junho| Edição do dia

Ontem, 04 de junho, estudantes de pedagogia, um curso majoritariamente de mulheres, da Unicamp reunidos em Assembleia deliberaram por entrar em greve contra os ataques à educação e a reforma da previdência e com objetivo de colocar todas as energias de cada estudante para construir um 14J muito forte, se unificando aos trabalhadores, para que seja um grande dia de greve geral e possa derrotar a reforma da previdência que STF, Centrão e Bolsonaro buscam pactuar para fazer passar. Veja abaixo a nota que o Centro Acadêmico de Pedagogia Marielle Franco da Unicamp soltou:

“Pedagogia em greve rumo ao 14J contra os cortes da educação e a reforma da previdência

Em assembleia com mais de 150 estudantes, nós, da pedagogia entramos em greve a partir do dia 04/05 por tempo indeterminado com o mote "Pedagogia Unicamp contra os cortes na educação e a reforma da previdência".

A juventude pode incendiar os trabalhadores contra os ataques à educação, o pacto pela reforma da previdência de Bolsonaro, centrão e STF e a CPI de Dória.

No mês de maio a juventude entrou em cena e ocupou as ruas de todo o país com atos massivos, mostrando sua enorme disposição de luta. Desde a Pedagogia, na Faculdade de Educação da Unicamp, viemos dando o exemplo paralisando nos dias 15M e 30M para somar às mobilizações e, também, levando um conteúdo de que a luta contra os cortes na educação não é separada da luta contra a reforma da previdência, diferente do que Bolsonaro quer propagar ao fazer chantagem para obrigar que a gente escolha entre estudar e se aposentar. Agora, os trabalhadores da Unicamp votaram greve a partir do dia 06/06 pelo reajuste salarial que a reitoria, mesma que ainda pune os estudantes da greve de 2016 que conquistou cotas, se recusa a dar.

Em tempos de crise, sabemos que alguém tem que pagar por ela. Por isso, Bolsonaro, junto com o centrão e STF, apesar de suas divergências, estão articulando um pacto nacional pela aprovação da reforma da previdência: eles querem nos fazer trabalhar até morrer para manter seus privilégios. Esse pacto dos setores golpistas e reacionários é contra o povo pobre, e para responder à altura desse ataque é preciso uma forte unidade dos trabalhadores com a juventude, que pode ser uma força imparável.

Além disso, o governo anunciou cortes no ensino básico e, também, cortes de 30% no orçamento de todas as universidades e institutos federais, um ataque tão absurdo que pode significar o não funcionamento de inúmeras unidades por falta de verba para pagar conta de luz, por exemplo. Em São Paulo, Dória também aprovou cortes nas universidades estaduais de 7%, que na Unicamp significa 40 milhões a menos no orçamento. Além disso, está sendo articulada por partidos como o MBL e Novo, a absurda CPI das universidades, com o argumento de “investigar para onde vai o dinheiro” e de que precisam “acabar com o aparelhamento de esquerda”. Esses setores discutem também a cobrança nas universidades públicas, o que não resolve a questão do orçamento e seria funcional para elitizar ainda mais o ensino superior.

O dia 14 de junho está sendo chamado como uma greve geral contra a reforma da previdência. As centrais sindicais, no entanto, como CUT e CTB, assim como a UNE, dirigidas pelo PT e PCdoB, não estão construindo massivamente assembleias em todos os locais de trabalho para que tomemos a greve nas nossas mãos pois querem negociar uma reforma alternativa.

Por isso, para nós, estudantes de pedagogia em greve, podemos cumprir uma tarefa fundamental para avançar na unidade com os trabalhadores e afirmar que não vamos aceitar nenhuma negociação do nosso futuro. Queremos construir uma forte greve geral e para isso vamos nos dispor - além de mesas, atividades e debates durante a greve – a ir nas portas das escolas, fábricas, meios de transportes e bairros panfletar para construir o dia 14 em diálogo com as demais categorias. Nossa luta é uma só, com os professores e trabalhadores de dentro e fora da universidade.”

Nós da juventude faísca levamos à Assembleia a discussão de que a juventude abriu caminho para que possamos vencer os ataques à educação e a reforma da previdência, que agora STF, o centrão e Bolsonaro tentam fazer um pacto precário para poder passar. Mas que vencer só é possível se a classe trabalhadora também entrar em cena, inclusive superando o controle das burocracias sindicais que hoje também tentam negociar uma reforma da previdência alternativa.

Para isso, a juventude tem como tarefa histórica querer que o conjunto dos trabalhadores carregue conosco essas bandeiras de luta, por isso que no dia 14 de junho, em que as centrais estão chamando uma greve geral, temos como tarefa colocar todas nossas energias para nos unificar aos trabalhadores, panfletando essas ideias em fábricas, escolas, empresas, bairros, para também convocar cada trabalhador a paralisar dia 14, exigindo dos seus sindicatos reuniões e assembleias para que cada um possa tomar a greve geral nas mãos e decidir seus rumos. Também levamos à assembleia de que essa tarefa tem que ser de toda a esquerda, por isso nós da faísca estamos fazendo uma carta ao PSOL, que está no DCE da Unicamp, aos seus parlamentares e à Boulos, que convoquem a juventude que mostrou uma enorme força nos dias 15 e 30 para ir aos locais de trabalho, com o objetivo de se unificar aos trabalhadores e impor às burocracias sindicais uma forte greve geral.

Veja aqui: Carta ao PSOL, seus parlamentares e Boulos: a juventude pode incendiar a classe trabalhadora rumo ao 14J




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