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Romeu Zema vai parcelar, mais uma vez, 13º salário dos servidores de MG

O governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) não definiu como será feito o pagamento do 13º salário, nem de onde virão os recursos. Anunciou ainda que vai se encontrar com Bolsonaro e Maia nesta segunda (26) em Brasília.

segunda-feira 26 de outubro| Edição do dia

Rodrigo Paiva e Romeu Zema no Mercado em BH
Foto: Assessoria de Comunicação/Rodrigo Paiva

Nesse domingo (25) o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o candidato a prefeitura de Belo Horizonte, Rodrigo Paiva (Novo), estiveram no Mercado Novo, na região central da capital. Paiva cumpriu agenda e comemorou seu aniversário no Mercado, aonde várias lojas estão fechadas por falência dos comerciantes.

Na ocasião, Zema afirmou que parcelamentos terão que ser feitos para efetuar o pagamento do 13º salário dos servidores públicos. O governador disse que espera pagar os trabalhadores o “quanto antes”, mas não definiu de onde virão os recursos e nem como será feito o pagamento.

Já há quatro anos os trabalhadores do estado de Minas Gerais não recebem o salário no quinto dia útil, e além disso, recebem parcelado. Nos dois últimos anos, o décimo terceiro foi parcelado e pago com atraso. Ainda há trabalhadores da saúde e da educação que não receberam o décimo terceiro de 2019.

Ou seja, as trabalhadoras da saúde, que são linha de frente do combate a pandemia mesmo sem EPI’s ou testes suficientes, ainda terão que se enfrentar com mais esse absurdo em não receber seu salário por direito. As trabalhadoras da educação, com quem Zema se enfrenta tentando determinar o retorno presencial de aulas, também está entre uma das categorias do funcionalismo público mais atingida pelas políticas de ajuste do governo.

Enquanto sacrifica os trabalhadores, o governador não pede sacrifícios aos grandes empresários (como ele próprio, diga-se de passagem). Ao contrário, só em 2019 presenteou as empresas com 6,2 bilhões em isenção de impostos, valor mais do que suficiente, por exemplo, para quitar o 13º atrasado de todos servidores.

Zema anunciou ainda que deve se encontrar nesta segunda (26) em Brasília com Bolsonaro e Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara.

“Costumo dizer que Minas Gerais tem a menor taxa de mortalidade da covid-19 porque trabalhamos em conjunto. Gestão não é fazer o que acho certo. Gestão é sentar todos numa mesa e discutir quais são os melhores caminhos. É isso que vamos fazer amanhã (hoje)”.

Não é novidade que Zema bata continência ao capitão reformado, inclusive por ter sido eleito na onda bolsonarista de 2018. Mas certamente é simbólico que se sente junto a Bolsonaro em meio a crise ainda incontrolada da pandemia, justo ambos que de combate a covid-19 não têm nada a se vangloriar.

Estudos de pesquisadores das universidades federais de Minas Gerais e Ouro Preto (UFMG e UFOP) mostraram que o estado de Minas Gerais pode ter 16 vezes mais infectados do que os dados divulgados oficialmente pelo governo Zema, já que a testagem é baixíssima.

Rodrigo Paiva, por sua vez, aproveitou a oportunidade para reafirmar seus projetos em defesa da meritocracia e o “fim das mordomias”. “Temos conversado com diversos comerciantes. Nosso objetivo é reduzir impostos. Vamos enxugar a máquina administrativa da prefeitura. Hoje são 14 secretarias, vamos ter no máximo 10”, afirmou.

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