REFORMA TRABALHISTA

Rogério Marinho vai até a Suíça defender à OIT o fim dos direitos trabalhistas no Brasil

terça-feira 6 de junho| Edição do dia

O relator da Reforma Trabalhista Roberto Marinho foi até a Genebra, na Suíça, "à convite da chancelaria brasileira" (segundo o deputado) para defender a Reforma Trabalhista para a Organização Internacional do Trabalho (OIT) após denúncias feitas para a organização pelas centrais sindicais e também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), do qual afirmaram que tal reforma afastava as normas internacionais do trabalho. Uma das denúncias das centrais é que o país estaria cometendo práticas anti-sindicais.

"O Brasil está modernizando a sua lei para gerar novos empregos, sem colocar em risco nenhum direito conquistado pelo trabalhador" mente Rogério Marinho sobre a Reforma Trabalhista em nota. Marinho afirmou ter se reunido com embaixadores e membros da ONU e da OIT com apoio da "missão brasileira", ou seja, os próprios golpistas que querem retirar de qualquer forma os direitos dos trabalhadores e manter intactos os seus privilégios milionários.

No dia de hoje, terça-feira, 6, a OIT divulgou lista contendo 24 países que deverão prestar esclarecimentos sobre possíveis desrespeitos às normas da organização internacional. Lista esta que o Brasil (ainda) não está, mas o processo contra o Brasil ainda não está finalizado segundo a OIT e ainda será analisado pelo mesmo.

Já é conhecido por todos os trabalhadores os ataques que estão sendo deferidos contra seus direitos para seguir a manutenção dos esquemas de corrupção milionários dos políticos e empresários, que querem fazer com que a crise seja paga pelos trabalhadores, e não por eles mesmos, os grandes responsáveis por ela. Os trabalhadores mostraram já este ano que não aceitarão calados estes ataques das Reformas Trabalhista e da Previdência, vide a greve geral realizada pelos mesmos no último dia 28 de abril contra as Reformas e Temer. As centrais sindicais estão chamando uma nova greve geral para o próximo dia 30 de junho, e é necessário que seja maior do que dia 28 para golpear o governo, pois é possível derrotar estes ataques. Porém não podemos deixar esta luta nas mãos das centrais sindicais, que durante décadas traiu a luta dos trabalhadores brasileiros em prol de seus interesses particulares, por isso é necessário que se levante em cada local de trabalho e estudo comitês para que se organize essa luta ainda mais forte para derrotar Temer e seus planos que envolvem a retirada de direitos da população rumo à greve geral dia 30.




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